O mercado de algodão no Brasil segue sustentado pela alta da paridade de exportação e pela valorização do Índice Cotlook A, referência internacional para a pluma entregue no extremo oriente. Esse cenário, aliado à demanda externa aquecida, mantém os preços firmes no país.
De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os vendedores continuam resistentes em reduzir valores, impulsionados pela maior competitividade no mercado internacional. As tradings, por sua vez, têm elevado suas ofertas para garantir o produto, acompanhando o movimento de valorização.
No mercado interno, parte das indústrias ainda atua no segmento spot, mas enfrenta desafios na aprovação de lotes e na negociação de preços com os fornecedores. Outras empresas operam com estoques já adquiridos ou contratos previamente firmados, priorizando a comercialização de produtos manufaturados.
Outro fator relevante é o custo do frete, que segue no radar dos agentes do setor. As variações logísticas impactam diretamente a viabilidade de novos negócios e o cumprimento de contratos a termo, influenciando as decisões de compra e venda.
Foto: BARROSO, Paulo Augusto Vianna




