quinta-feira, outubro 22, 2026

Produção de tomate industrial é estimada maior

Análise da Tomate BR aponta que o volume da colheita voltou aos patamares de 2022; condições climáticas, agravadas pelos episódios das queimadas, podem comprometer a produtividade das lavouras no próximo ano

Com a fase de colheita do tomate industrial praticamente concluída, a Tomate BR, associação brasileira dos processadores e utilizadores de tomate industrial, divulga um novo balanço da safra esperada para 2024. Sob influência das adversidades climáticas – que provocaram chuvas intensas no início do ano, durante a etapa de transplante das mudas -, assim como a proliferação de pragas, acelerada pelas altas temperaturas, a produção do tomate industrial deve se recuperar em 10%, retomando aos patamares registrados em 2022.

Com uma área cultivada de 18,7 mil hectares, a safra de 2024 pode totalizar quase 1,7 milhão de toneladas, de acordo com o levantamento realizado pela associação em outubro. Vlamir Breternitz, diretor da Tomate BR, já considera o período como mais um ano desafiador aos produtores, embora tenha sido um pouco melhor que 2023.

“O ano passado representou um cenário sem precedentes, por isso, quando falamos que a safra de 2024 vai se recuperar em 10%, não podemos afirmar como algo tão positivo. É na verdade um pequeno fôlego a este mercado. Assim como em outros tipos de lavoura, as mudanças climáticas se tornaram um complicador à produtividade. No início do ano tivemos chuvas intensas que interferiram no transplante das mudas, atrasando o cronograma e reduzindo algumas áreas. Junto a isso, a proliferação de pragas, como a mosca branca, ganhou força em virtude das altas temperaturas e algumas lavouras tiveram que ser erradicadas”, explica o executivo.

O impacto das queimadas na safra do tomate industrial

Embora as queimadas não tenham afetado diretamente as áreas de cultivo do tomate industrial, Breternitz aponta uma preocupação de como essas ocorrências podem impactar a produtividade da safra prevista para 2025.

“Sem dúvida é um cenário alarmante, mas pensando no tomate industrial, o maior impacto ainda pode estar por vir. As secas e o calor já estão interferindo nas lavouras e as maiores preocupações são referentes ao armazenamento de água, à preservação da mata ciliar e ao abastecimento dos lençóis freáticos. Se não tivermos chuvas em quantidade nos próximos meses, que sejam suficientes para repor os reservatórios, talvez não seja possível cultivar algumas áreas e as pragas podem vir ainda mais fortes”, avalia o diretor da Tomate BR. (Divulgação)

Foto: Divulgação

Receba as informações do site diáriamente.

Mais do Canal do Agro

Sancionada lei que perdoa dívida e aumenta limite de MEI

Medida deve alcançar 17,6 milhões de empreendedores Foi sancionado nesta...

Trigo: qualidade cai com excesso de umidade

O clima tem atrapalhado a colheita do trigo no...

Plantio da soja está atrasado no Paraná

As chuvas frequentes no Paraná estão causando atraso no...

Mel do Paraná conquista selo IG

O Paraná segue conquistando reconhecimentos com produtos e manufaturas...

Clima preocupa safra de café no Brasil

Com as floradas dentro do esperado e o pegamento...

Governo impõe emergência zoossanitária após detectar Newcastle em SC

Organização Mundial de Saúde Animal foi notificada O governo federal...

Com avanço da área cultivada, Noroeste fortalece produção de alho no Paraná

Seminário em Umuarama busca estimular produtores, com foco nas...