quinta-feira, março 5, 2026

Produção de tomate supera recorde com 4,7 milhões de toneladas colhidas em 2025, mas enfrenta desafios

De 2022 para 2025, o cultivo registrou alta de 27%, de 3,7 milhões de toneladas para 4,7 milhões de toneladas, segundo dados do IBGE

A produção brasileira de tomate vem crescendo nos últimos anos, consolidando o país como um dos 10 maiores produtores do mundo. De 2022 para 2025, o cultivo registrou alta de 27%, de 3,7 milhões de toneladas para 4,7 milhões de toneladas, segundo dados do IBGE. A safra do ano passado foi uma das maiores da série histórica, superando o recorde de 4,4 milhões de toneladas produzidas em 2011 e igualando a produção de 2024, também de 4,7 milhões de toneladas, conforme o IBGE.

A área plantada no ano passado aumentou 21% em relação a 2022, de 52,3 mil hectares para 63,3 mil hectares. A produtividade subiu de 71 quilos por hectare em 2022 para 74 quilos por hectares em 2025.

Para este ano, a expectativa para a safra de tomate é de um cenário desafiador. O clima mais úmido e as altas temperaturas no início de 2026 têm elevado a incidência de doenças fúngicas e bacterianas nas lavouras, o que resulta em frutos manchados e um maior volume de descartes, limitando a quantidade de produto de qualidade no mercado.

“Diante desse contexto, o manejo fitossanitário precisa ser ainda mais criterioso e preventivo. O monitoramento constante da lavoura, a adoção de programas de proteção integrados, a rotação de ativos e o uso correto de defensivos registrados para a cultura são medidas que contribuem para reduzir perdas e preservar a sanidade das plantas”, afirma o head da Ascenza Brasil, Hugo Centurion.

Segundo Centurion, práticas como o manejo adequado de irrigação, a ventilação do dossel e o respeito ao intervalo de aplicação contribuem para aumentar a eficiência do controle e garantir frutos de melhor qualidade, mesmo em um cenário climático adverso. Ele acrescenta que o uso de enxertos e variedades mais resistentes ajudam a sustentar a produtividade

De acordo com o Cepea, no início de fevereiro os preços do tomate longa vida apresentaram estabilidade nos atacados de São Paulo e Belo Horizonte, mas registraram alta de 34% no Rio de Janeiro e de 11% em Campinas. A caixa do vegetal chegou a R$ 134,12 no Rio. Em fevereiro do ano passado, o valor mais alto de comercialização do tomate foi de R$ 109,75, em Campinas. Devido à oferta limitada e aos altos custos de produção, a expectativa da FGV Ibre é de que o tomate acumule alta de cerca de 7% em 2026.

No Brasil, três estados concentram a maior parte da produção nacional de tomate, Goiás, São Paulo e Minas Gerais. O Paraná ocupa a quarta posição no ranking brasileiro. A produção é dividida nos segmentos tomate de mesa, para o consumo in natura, que representa em média 60% da produção nacional, e o tomate industrial, usado para a fabricação de molhos e derivados.

No mundo, os maiores produtores de tomate são China, Índia e países da União Europeia. Segundo a Mordor Intelligence, o mercado global do tomate movimentou US$ 217,03 bilhões em 2025 e deverá atingir US$ 273,84 bilhões em 2030, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 4,76% no período. (Diculgação)

Foto: divulgação

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