quinta-feira, abril 23, 2026

Projeção para a produção de algodão segue estável 

Expectativa continua em 3,7 milhões de toneladas; número é 11% menor em relação à safra 2024/25

A estimativa para a produção brasileira de algodão em janeiro permanece em 3,7 milhões de toneladas, mantendo o mesmo volume projetado no relatório de dezembro da StoneX, empresa global de serviços financeiros. Apesar da estabilidade mensal, o número representa uma queda de 11% em comparação à safra 2024/25.

Segundo o analista de Mercado Raphael Bulascoschi, a StoneX segue acompanhando de perto o avanço da produtividade, enquanto a redução de 110 mil hectares na área cultivada se mostra condizente com o cenário atual da cultura no país.

Nos últimos dias, o plantio de algodão tem ganhado ritmo, impulsionado pelo avanço da colheita da soja no Mato Grosso, movimento que abre espaço para a semeadura da segunda safra de algodão no estado. Embora o ritmo esteja mais acelerado que no ano anterior, Bulascoschi ressalta que chuvas irregulares e atrasos nos estágios iniciais do ciclo da soja ainda provocam lentidão pontual na implantação da cultura.

Oferta e demanda

Bulascoschi destaca que a StoneX acertou as estimativas de exportação de algodão em 2025. O Brasil embarcou 3,03 milhões de toneladas, mantendo-se na liderança global das exportações da pluma.

No balanço atualizado, não houve mudanças significativas além de ajustes técnicos nas casas decimais referentes aos embarques da safra passada. Para 2026, a consultoria prevê a manutenção de um mercado externo aquecido, com projeção de exportações próximas a 3,0 milhões de toneladas.

Mais informações de mercado

A StoneX, empresa global de serviços financeiros, lança nesta terça-feira (27) a 34ª edição do Relatório de Perspectivas para Commodities, que traz análises abrangentes sobre os mercados de grãos, energia, fertilizantes, soft commodities, metais e câmbio. Produzido pela equipe de Inteligência de Mercado, com apoio de especialistas internacionais, o documento projeta um final de 2025 e início de 2026 marcados por tensões comerciais, incertezas monetárias e fatores específicos que afetam cada segmento do setor. (Divulgação)

Foto: BARROSO, Paulo Augusto Vianna

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