quarta-feira, abril 22, 2026

Risco de recessão nos EUA ameaça o Brasil, alerta especialista

O aumento da probabilidade de recessão nos Estados Unidos para 45%, lança uma sombra sobre a saúde econômica global. O cenário repleto de incertezas, impulsionado pela combinação de políticas monetárias mais rígidas, o aumento dos juros e uma desaceleração econômica global que ameaça afetar o crescimento. Além disso, as tensões comerciais, especialmente com a China e outras potências, continuam a criar um ambiente de volatilidade, o que pode prejudicar a confiança do mercado e aumentar o risco de uma recessão mais profunda.

Para João Kepler, CEO da Equity Group, “a elevação das chances de recessão para 45% é uma confirmação do que muitos analistas já estavam prevendo: a economia dos EUA está enfrentando pressões significativas. O impacto da guerra comercial, as tensões geopolíticas e a desaceleração global estão criando um cenário de incerteza que pode ser muito difícil de conter”. Na avaliação dele, embora o Federal Reserve esteja tentando atenuar os danos com políticas de juros mais baixos, a realidade é que essas medidas podem não ser suficientes para evitar uma recessão mais forte. Com o aumento do risco de uma desaceleração econômica, a expectativa é de que os próximos meses revelem um cenário desafiador para os mercados e a economia global.

A reação dos mercados globais tem sido rápida, com alguns bancos de investimento, como o J.P. Morgan, elevando as chances de recessão para 60%. A crescente incerteza também impacta as economias emergentes, como o Brasil, que dependem fortemente das exportações. A desaceleração da demanda global pode prejudicar os preços de commodities e afetar setores como indústria e agronegócio, que possuem uma forte ligação com os Estados Unidos. Mesmo com as expectativas de cortes nas taxas de juros por parte do Federal Reserve, a magnitude da desaceleração e a inflação continuam sendo desafios significativos. “A expectativa é que, mesmo com as medidas do Federal Reserve para estimular a economia, a pressão inflacionária pode não diminuir no ritmo desejado, criando um ambiente volátil e arriscado para investidores e consumidores”, finaliza Kepler. (Assessoria)

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