O mês de junho foi marcado por queda nos preços da maioria das frutas cítricas acompanhadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Segundo os pesquisadores, o recuo está diretamente relacionado ao aumento da oferta, especialmente de frutas precoces, e à concorrência com outras frutas no mercado.
No caso das laranjas, a pressão sobre os preços veio do início da safra 2025/26, que já começa com colheitas mais intensas das variedades precoces. Isso elevou a disponibilidade da fruta no mercado, gerando maior competição e impacto nos valores de comercialização. Além disso, frutas como a banana, que também estiveram com boa oferta e preços mais atrativos ao consumidor, aumentaram a concorrência nas gôndolas, reforçando a desvalorização da laranja.
A variedade pera, uma das mais importantes da citricultura brasileira, teve queda acumulada de 20,2% no mês. No último dia de junho, a caixa de 40,8 kg na árvore foi negociada, em média, a R$ 63,61. O valor é significativamente inferior ao observado nos meses anteriores, refletindo o início do pico de safra e o consequente aumento na oferta.
Outra fruta que também enfrentou forte recuo foi a tangerina poncã. A caixa de 27,2 kg foi vendida a R$ 57,62 no fim de junho, acumulando desvalorização de 18% no mês. O Cepea explica que o avanço da colheita e a presença de frutas com menor qualidade — devido às condições climáticas ou ao ponto de maturação — influenciaram negativamente os preços.
Apesar das quedas, especialistas lembram que esse movimento é típico do início de safra, quando a oferta tende a crescer de forma mais acelerada, pressionando as cotações. No entanto, o mercado ainda acompanha de perto fatores como o clima e o comportamento da demanda, que podem alterar o ritmo dos preços ao longo das próximas semanas. (com Cepea)
Foto: Envato




