sexta-feira, maio 15, 2026

Senado vai discutir marco temporal nesta quinta-feira (8)

Deputados e senadores analisam nesta quinta-feira (9), em sessão conjunta do Congresso Nacional, projetos de lei e vetos presidenciais, entre eles ao PL 2.903/2023 sobre o marco temporal para demarcação de terras indígenas. A pauta conta com 40 itens (33 vetos e 7 projetos de lei). A sessão está marcada para começar às 10h.

Ao sancionar a Lei 14.701 de 2023, que trata de reconhecimento, demarcação, uso e gestão de terras indígenas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou dispositivo que estabelecia que os povos indígenas só teriam direito às terras que ocupavam ou reivindicavam em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da atual Constituição Federal. 

Conhecida como marco temporal, a proposta teve origem em projeto de lei (PL 2.903/2023) apresentado pelo ex-deputado Homero Pereira (MT) e aprovado pelo Senado em setembro, sob relatoria do senador Marcos Rogério (PL-RO).

Entre as justificativas do veto ao marco temporal, o presidente argumenta que a iniciativa do Legislativo contraria o interesse público e incorre em vício de inconstitucionalidade “por usurpar direitos originários” já previstos na Constituição. 

Ele ainda lembra que a tese do marco temporal também já foi rejeitada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) — decisão que, segundo a Presidência da República, possui repercussão geral. 

Julgamento

Em 27 de setembro deste ano, o STF fixou a tese de repercussão geral no Recurso Extraordinário (RE) 1017365, em que a corte rejeitou a possibilidade de adotar a data da promulgação da Constituição como marco temporal para definir o direito à ocupação tradicional da terra pelas comunidades indígenas.

Além de rejeitar a definição do período para a demarcação de novos territórios indígenas, o presidente vetou a exploração econômica das terras indígenas, inclusive em cooperação ou com contratação de não indígenas. Ele também rejeitou trecho que garante que “não haverá qualquer limitação de uso e gozo aos não indígenas que exerçam posse sobre a área, garantida a sua permanência na área objeto de demarcação”. 

Cada veto presidencial pode ser rejeitado, no total ou em parte, durante a sessão. Para isso, é preciso obter maioria absoluta de votos, ou seja, pelo menos 257 votos de deputados e 41 votos de senadores. Caso não alcance essa votação, o veto é mantido.

Créditos

A pauta do Congresso também conta com projetos de lei que abrem créditos adicionais para o Orçamento federal deste ano (PLNs). Entre eles, o PLN 21/23, que destina R$ 393 milhões para a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás). (texto e foto: com Agência Senado)

Receba as informações do site diáriamente.

Mais do Canal do Agro

Grandes marcas apostam no “Arena Churrasco” na Expoingá 2026

O Complexo Crefaz Arena Churrasco chega à Expoingá 2026...

Paraná desponta como novo polo de etanol de milho

O Paraná desponta como novo polo de etanol de...

Petrobras retoma fábricas de fertilizantes para atender 35% da demanda

A Petrobras prevê alcançar mais de um terço da...

Expoingá recebe Congresso Brincar 2026 com foco em inovação e educação infantil

Evento integra metodologias da Educação 4.0 à maior feira...

Temperaturas mais baixas movimentam comércio de couro na Expoingá

Tradicional no universo da moda e conhecido pela durabilidade...

Casa do Colono na Expoingá celebra a cultura rural com réplica fiel dos anos 60

Com objetos históricos, o espaço emociona veteranos e encanta...

Integrado realiza vestibular presencial de medicina em Maringá (PR)

Processo seletivo oferece vagas para ingresso no segundo semestre O...

Indústria avícola do Paraná mantém rígidos padrões de biosseguridade

Sindiavipar está atento às exigências sanitárias da União Europeia...