quinta-feira, outubro 29, 2026

Senado vai discutir marco temporal nesta quinta-feira (8)

Deputados e senadores analisam nesta quinta-feira (9), em sessão conjunta do Congresso Nacional, projetos de lei e vetos presidenciais, entre eles ao PL 2.903/2023 sobre o marco temporal para demarcação de terras indígenas. A pauta conta com 40 itens (33 vetos e 7 projetos de lei). A sessão está marcada para começar às 10h.

Ao sancionar a Lei 14.701 de 2023, que trata de reconhecimento, demarcação, uso e gestão de terras indígenas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou dispositivo que estabelecia que os povos indígenas só teriam direito às terras que ocupavam ou reivindicavam em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da atual Constituição Federal. 

Conhecida como marco temporal, a proposta teve origem em projeto de lei (PL 2.903/2023) apresentado pelo ex-deputado Homero Pereira (MT) e aprovado pelo Senado em setembro, sob relatoria do senador Marcos Rogério (PL-RO).

Entre as justificativas do veto ao marco temporal, o presidente argumenta que a iniciativa do Legislativo contraria o interesse público e incorre em vício de inconstitucionalidade “por usurpar direitos originários” já previstos na Constituição. 

Ele ainda lembra que a tese do marco temporal também já foi rejeitada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) — decisão que, segundo a Presidência da República, possui repercussão geral. 

Julgamento

Em 27 de setembro deste ano, o STF fixou a tese de repercussão geral no Recurso Extraordinário (RE) 1017365, em que a corte rejeitou a possibilidade de adotar a data da promulgação da Constituição como marco temporal para definir o direito à ocupação tradicional da terra pelas comunidades indígenas.

Além de rejeitar a definição do período para a demarcação de novos territórios indígenas, o presidente vetou a exploração econômica das terras indígenas, inclusive em cooperação ou com contratação de não indígenas. Ele também rejeitou trecho que garante que “não haverá qualquer limitação de uso e gozo aos não indígenas que exerçam posse sobre a área, garantida a sua permanência na área objeto de demarcação”. 

Cada veto presidencial pode ser rejeitado, no total ou em parte, durante a sessão. Para isso, é preciso obter maioria absoluta de votos, ou seja, pelo menos 257 votos de deputados e 41 votos de senadores. Caso não alcance essa votação, o veto é mantido.

Créditos

A pauta do Congresso também conta com projetos de lei que abrem créditos adicionais para o Orçamento federal deste ano (PLNs). Entre eles, o PLN 21/23, que destina R$ 393 milhões para a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás). (texto e foto: com Agência Senado)

Receba as informações do site diáriamente.

Mais do Canal do Agro

INMET prevê chuvas irregulares e calor acima da média em novembro

Previsão para novembro de 2026 aponta excesso de chuva...

SP estrutura apoio à renegociação de dívidas rurais

Estudo conduzido pela Secretaria de Agricultura reúne dados de...

Aeronave com Flávio Bolsonaro e família pousa nos Estados Unidos

Senador deixou o país 48 horas após ser derrotado...

Boi gordo: arroba bate R$ 400 em algumas regiões

Outubro segue firme, com escalas mais curtas e aumento...

Arroz: indústrias abastecidas e menor demanda externa limitam negócios

As negociações de arroz em casca seguem pontuais nas...

Dólar sustenta preços do café no Brasil

Os preços dos cafés arábica e robusta seguem firmes...

São Paulo produz 80% das laranjas do Brasil

São Paulo concentra uma história de séculos com a...

Flávio Bolsonaro cruza fronteira argentina e segue para o Equador

Informação foi confirmada pela Direção de Migrações do país O...