quinta-feira, outubro 22, 2026

Setembro: como será o clima no Brasil?

Previsão indica poucas chuvas na região central e temperaturas acima da média em grande parte do país

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou a previsão climática para setembro de 2025. O cenário aponta para chuvas próximas à média histórica na maior parte do território, mas com variações importantes entre as regiões.

No Sul, os acumulados devem ficar acima do normal, especialmente no Rio Grande do Sul, onde algumas áreas podem registrar volumes superiores a 200 mm. Já no Centro-Oeste e Sudeste, a tendência é de chuva próxima à média, com exceções pontuais: o sudoeste de São Paulo, o sul de Minas Gerais e parte do Mato Grosso do Sul podem ter volumes até 50 mm acima da climatologia, enquanto o oeste sul-mato-grossense deve enfrentar déficit hídrico.

Na Região Norte, a previsão é mais irregular. Enquanto o norte do Amazonas e o nordeste do Pará devem ter chuvas mais intensas, áreas como Roraima, sudoeste do Pará e partes de Rondônia e Acre podem registrar até 50 mm abaixo da média. No Nordeste, o quadro é de normalidade, com exceção do litoral norte da Bahia, onde as chuvas devem ser mais escassas.

Quanto às temperaturas, o mês deve ser mais quente em praticamente todo o país. Os maiores desvios positivos, de até 1,5 °C acima da média, são esperados no Pará, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais. No Nordeste, os termômetros devem oscilar entre 22 °C e 27,5 °C, com pontos mais amenos no centro de Pernambuco e sudeste da Bahia. No Sul, os valores devem ficar próximos à média, variando de 12 °C a 17 °C, com mínimas abaixo de 12,5 °C no Rio Grande do Sul.

Impactos na agricultura

O comportamento do clima em setembro deve trazer efeitos variados para as lavouras e pastagens.

  • Norte: a combinação de calor e chuvas irregulares pode provocar estresse hídrico em culturas permanentes, como cacau e açaí, além de comprometer pastagens em áreas de Roraima, Acre e sudoeste do Pará.
  • Nordeste: chuvas dentro da média favorecem feijão e milho, mas no litoral norte da Bahia e do Rio Grande do Norte o déficit hídrico aumenta o risco para lavouras de sequeiro e pastagens.
  • Centro-Oeste: o tempo mais seco pode beneficiar a colheita do milho safrinha e do algodão, mas prejudicar a implantação da soja e do feijão de terceira safra, exigindo atenção ao manejo do solo e da irrigação.
  • Sudeste: chuvas regulares devem favorecer a colheita do café e da cana, mas o calor intenso pode acelerar a evapotranspiração, afetando soja precoce e milho.
  • Sul: volumes acima da média beneficiam culturas já em desenvolvimento, mas o excesso de umidade pode dificultar o plantio de trigo, cevada e canola em áreas com drenagem limitada.

Assim, setembro deve ser marcado por contrastes: calor acima do normal em boa parte do país, chuvas irregulares no Norte e Nordeste e excesso de precipitação em áreas do Sul, exigindo atenção redobrada de agricultores e pecuaristas.

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