quarta-feira, outubro 21, 2026

Setor avícola paranaense investe em protocolos de segurança

Empresas, cooperativas e produtores paranaense investem em protocolos de segurança para elevar o nível de proteção sanitária.

O setor avícola do Paraná tem investido em protocolos de segurança para elevar o nível de proteção sanitária. O Estado é responsável por 34% da produção e 42% da exportação nacional de carne de frango, de acordo com o Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar).

Entrar em uma granja comercial requer cuidados especiais de proteção. Os espaços possuem alto nível de controle sanitário, ao qual têm acesso apenas profissionais habilitados e credenciados para realizar o manejo, alimentação e demais rotinas junto às aves, especialmente prestadores de serviços eventuais e periódicos.

O acesso somente é permitido após desinfecção de roupas, equipamentos, troca de calçados e higienização das mãos. Esses são apenas alguns dos protocolos de biosseguridade estabelecidos para proteger a sanidade do plantel e afastar o risco da introdução de agentes nocivos que possam causar doenças às aves – especialmente a gripe aviária.

As medidas possibilitam ao Paraná manter posição de destaque na produção e exportação de aves e derivados do Brasil.

“Foi uma iniciativa coletiva, na qual empresas, cooperativas e produtores trabalharam em parceria com os órgãos governamentais para garantir a qualidade e a segurança da produção de frango no Estado”, destaca o empresário Roberto Kaefer, que preside o Sindiavipar.

Boas práticas na avicultura

O coordenador do Comitê Estadual de Sanidade Avícola do Paraná (COESA-PR), Jurandir de Moura Júnior, Médico Veterinário Sanitarista Regional na Seara Alimentos/JBS, explica que a biosseguridade para proteger a saúde animal, é constantemente aperfeiçoada na Avicultura Comercial.

Isso se deve, principalmente, ao trabalho contínuo dos produtores e das empresas avícolas focadas em treinamentos, checagem dos procedimentos, implementação de novos métodos de redução de cargas microbiológicas – como o enleiramento, que é um método de fermentação da cama aviária que atinge temperaturas de até 60º / 70º graus Celsius, com alta redução da carga microbiológica realizada durante o intervalo entre lotes.

“A modernização das granjas veio acompanhada de um maior rigor e monitoramento no cumprimento dos procedimentos sanitários executado pelos produtores”, pontua Jurandir Moura Júnior.

Além disso, veterinários e técnicos passaram a fazer visitas estratégicas às unidades produtoras e abatedoras, sempre que necessário, para dar orientações, esclarecer dúvidas e reforçar a importância de se manter os protocolos de biosseguridade.

O trabalho conjunto da iniciativa privada com os órgãos públicos e de controle também foram fundamentais para que o Paraná atingisse esse nível de controle na sanidade avícola.

Para evitar qualquer possibilidade de circulação do vírus da influenza aviária e de outras contaminações que possam infectar um plantel, a orientação é para que as granjas ou abatedouros:

  • não recebam visitas de pessoas que não estejam vinculadas ao sistema produtivo; 
  • reforcem as práticas de higienização entre os trabalhadores; 
  • façam a blindagem do sistema de água, que deve ser tratada e de fonte conhecida; 
  • garantam o isolamento das granjas para que aves de vida livre e outros animais não tenham contato com aves de produção comercial.

Foto: Divulgação/FAE

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