A soja opera em queda nesta manhã de quarta-feira (2) na Bolsa de Chicago (CBOT), em um movimento de realização de lucros depois da forte valorização registrada nos últimos pregões. As cotações chegaram recentemente aos maiores níveis em mais de dois anos, levando os investidores a ajustar posições e retirar parte dos ganhos acumulados.
A pressão não está restrita à oleaginosa. Milho, trigo e farelo de soja também apresentam perdas, refletindo um movimento mais amplo de correção entre as principais commodities agrícolas negociadas em Chicago.
Depois de uma sequência positiva, o mercado busca agora um novo equilíbrio. A realização de lucros ganha espaço entre os operadores, enquanto os participantes avaliam se a recente alta tem espaço para continuar ou se o movimento de correção poderá se aprofundar no curto prazo.
Apesar da pressão sobre os contratos, os fundamentos permanecem no radar dos investidores. O desenvolvimento da safra norte-americana, as condições das lavouras e as perspectivas para a produção dos Estados Unidos seguem entre os principais pontos de atenção.
A demanda internacional também exerce papel importante na formação dos preços. Nesse cenário, o comportamento das compras chinesas de soja norte-americana é acompanhado de perto pelo mercado, já que uma retomada mais consistente da demanda pode oferecer sustentação às cotações e limitar perdas mais acentuadas.
Cotações da soja em Chicago
Às 9h41 desta quarta-feira (2), os contratos futuros apresentavam as seguintes variações:
| Contrato | US$/bu | Variação |
|---|---|---|
| Setembro/2026 | 1.294,00 | -12,75 |
| Novembro/2026 | 1.303,00 | -14,75 |
| Janeiro/2027 | 1.318,25 | -14,50 |
| Março/2027 | 1.324,25 | -13,00 |
| Maio/2027 | 1.329,00 | -11,75 |
Foto: Cleber França




