A intensa onda de frio que atingiu o Paraná nesta semana trouxe dois dias seguidos de geadas, cobrindo uma área maior que o habitual e atingindo até regiões menos acostumadas com esse tipo de fenômeno.
De acordo com o boletim da Previsão Subjetiva de Safra (PSS), divulgado nesta quinta-feira (26) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), os dados ainda não contemplam os impactos diretos das geadas mais recentes, mas já antecipam os possíveis cenários.
A segunda safra do milho, plantada no verão, está majoritariamente em estágio avançado. Segundo o Deral, 63% das lavouras já se encontram em maturação, uma fase menos vulnerável ao frio. No entanto, 36% ainda estão em frutificação e 1% em floração, estágios bastante sensíveis às baixas temperaturas. Isso significa que cerca de 1 milhão de hectares estavam suscetíveis a danos causados pela geada, principalmente nas regiões Oeste e de Campo Mourão.
Mesmo com a possibilidade de perdas em até 20% dessa área mais vulnerável, o Deral considera que a produção total de milho ainda pode bater recorde. A expectativa, antes da ocorrência das geadas, era de uma colheita de 16,5 milhões de toneladas, volume 27% superior ao do ciclo anterior, quando foram colhidas 13 milhões de toneladas. A área plantada também é maior neste ano, com 2,76 milhões de hectares, um avanço de 9% em relação à safra 2023/24.
Em resumo, apesar dos riscos causados pelo frio intenso, o Paraná caminha para registrar uma das maiores safras de milho de sua história.
Foto: Cleber França




