Os preços do milho estão nos menores patamares do ano em grande parte das regiões acompanhadas pelo Cepea neste início de julho. A queda está atrelada, principalmente, ao aumento da oferta no mercado spot nacional, o que tem pressionado as cotações. Com o avanço da colheita da segunda safra, mesmo que em ritmo mais lento do que em 2024, a entrada de novos volumes tem elevado os estoques e já começa a gerar preocupações com a capacidade de armazenagem em algumas localidades.
Diante desse cenário, vendedores têm demonstrado maior flexibilidade nas negociações, ajustando os preços para garantir a liquidez. A paridade de exportação pouco atrativa também limita a saída do grão para o mercado externo, o que reforça a pressão sobre os valores internos. Do lado da demanda, compradores seguem cautelosos. Muitos estão adquirindo apenas lotes pontuais, com foco no consumo imediato, na expectativa de que os preços continuem caindo nas próximas semanas. Esse comportamento contribui para a formação de um mercado mais lento e com baixa liquidez.
Na região de Maringá (PR) a saca de 60 kg do milho tipo 01 está sendo comercializada ao preço médio de R$ 49,93. Em resumo, a combinação entre aumento da oferta, armazenagem pressionada e demanda retraída tem mantido os preços do milho em queda no Brasil. O cenário, segundo analistas do Cepea, deve seguir desafiador enquanto não houver uma reação mais forte da demanda ou melhora nas condições de exportação.
Foto: Cleber França




