A última semana foi marcada por quedas consecutivas nos preços do boi gordo em diversas regiões do país, refletindo um cenário de cautela tanto por parte dos compradores quanto dos pecuaristas. Em vários momentos, os agentes estiveram ausentes do mercado, o que contribuiu para a pressão baixista. As regiões do Norte foram as mais impactadas, com destaque para Tocantins, Pará, Colíder e Sorriso, onde as cotações recuaram mais de 3% no acumulado da semana. Em outras praças, como Goiás, Rio Grande do Sul, Triângulo Mineiro, Noroeste do Paraná, Três Lagoas (MS) e Presidente Prudente (SP), as perdas ficaram abaixo de 2%.
No acumulado de julho, diversas regiões já enfrentam desvalorizações superiores a 5%. Em São Paulo, o Indicador CEPEA/ESALQ registra queda de 6,5% no mês. No mercado atacadista da grande São Paulo, a carcaça casada do boi também segue em trajetória de baixa: recuou 2,2% na semana passada e acumula uma retração de 6,4% no mês. Na última sexta-feira (18), as programações de abate já se estendiam, em muitos casos, até o final de julho, com algumas negociações sendo firmadas para a semana atual. Em situações pontuais, as escalas chegavam até o dia 4 de agosto, indicando um cenário ainda marcado por oferta confortável e demanda limitada. (com informações do Cepea)
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