Depois de alguns dias de chuva na semana passada, produtores de laranja voltaram a respirar um pouco mais aliviados nas principais áreas do cinturão citrícola, que abrange São Paulo e o Triângulo Mineiro e Noroeste do Paraná. A umidade ajudou a induzir a abertura de flores em várias lavouras, um passo essencial para o ciclo produtivo.
Mas a trégua durou pouco. Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) destacam que o volume registrado foi baixo e irregular, longe de recuperar o déficit hídrico acumulado ao longo dos últimos meses. E o momento não poderia ser mais delicado: a fase de floração é decisiva para definir o potencial da safra seguinte.
O problema é que a previsão para os próximos dias não anima. Em vez de novas chuvas, o cenário esperado é de sol forte e calor intenso, aumentando o risco de que muitas flores não consigam se fixar nas plantas. Esse processo, conhecido como “pegamento”, pode ser prejudicado justamente pela combinação de solo seco e temperaturas elevadas.
A preocupação dos agentes do setor, ouvidos pelo Cepea, é que se repita o que já ocorreu em 2025: uma grande queda de flores na primeira florada, com reflexos diretos na produtividade do próximo ano. (com Cepea)
Foto: Governo de SP




