A cobrança pegou parte dos agricultores de surpresa, já que a subvenção sempre foi uma política pública voltada a reduzir os custos de contratação do seguro rural
Produtores rurais do Paraná que contrataram o seguro agrícola para a safra de soja 2025/26 começaram a receber, nesta semana, os boletos referentes à subvenção do seguro agrícola — valor que até a última temporada era integralmente custeado pelo Governo Federal. A cobrança pegou parte dos agricultores de surpresa, já que a subvenção sempre foi uma política pública voltada a reduzir os custos de contratação do seguro rural, tornando-o mais acessível e estimulando a proteção contra perdas climáticas.
A subvenção do seguro agrícola funciona como um subsídio: o governo arca com parte do prêmio do seguro contratado pelo produtor. Na prática, o agricultor paga apenas uma parcela do valor total, e o restante é coberto pelos recursos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Esse mecanismo é considerado essencial para ampliar a adesão ao seguro e reduzir os impactos financeiros de eventos como seca, granizo e excesso de chuva.
No entanto, segundo entidades representativas do setor, mudanças recentes na forma de repasse e atraso na liberação dos recursos federais levaram as seguradoras a emitirem boletos diretamente aos produtores, que agora precisam quitar a parte correspondente para garantir a validade da apólice. O cenário revela a farsa do Governo Federal diante do anúncio do “Maior Plano Safra” já divulgado.
Lideranças rurais alertam que a situação pode comprometer o planejamento financeiro de muitos agricultores, especialmente em um momento de altos custos de produção e margens apertadas. Produtores esperam que o governo regularize os repasses e evite novos transtornos em um período de forte instabilidade climática.
Foto: Otávio Marcom




