quinta-feira, março 5, 2026

Recolhimento de embalagens de defensivos agrícolas pela ADITA já atinge 90% da meta anual

Somente no Paraná, a associação  é responsável por mais de 50% do recebimento dessas embalagens

A Associação dos Distribuidores de Insumos e Tecnologia Agropecuária (ADITA) já recolheu 1.746 toneladas de embalagens de defensivos agrícolas nos estados do Paraná e Santa Catarina, entre janeiro e outubro deste ano. O volume representa 90% da meta de 2.000 toneladas prevista para 2025. Somente no Paraná, a ADITA é responsável por mais de 50% do recebimento dessas embalagens, consolidando-se como uma das principais referências do país no cumprimento da logística reversa no campo — exemplo que também inspira iniciativas em outros estados e países.

No desenvolvimento dessa atividade, a ADITA atua em parceria com o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), responsável pela coordenação do sistema de logística reversa no Brasil. A associação se destaca especialmente pelo recebimento itinerante de embalagens, modelo que leva pontos temporários de coleta (previamente agendados) diretamente às comunidades rurais, facilitando o acesso dos produtores, aumentando os índices de devolução e oferecendo mais segurança ambiental em todo o processo.

Segundo o diretor executivo da entidade, Waldir José Baccarin, o diferencial da ADITA está justamente nesse formato inovador. “O recebimento itinerante é hoje um dos maiores destaques do sistema brasileiro. Ele também aproxima o produtor, reduz custos de transporte, aumenta a adesão e mostra o compromisso do setor com a sustentabilidade. Temos orgulho em dizer que mais de 50% das embalagens recolhidas no Paraná passam pela ADITA”, afirmou.

O Paraná segue liderando o volume recolhido pela entidade, impulsionado pelas grandes áreas de soja, milho, trigo e feijão. Em Santa Catarina, os números também avançam, com destaque para regiões produtoras de soja, arroz, fumo e milho. Após a coleta, as embalagens passam por processos de separação, prensagem e reciclagem, sendo transformadas em mais de 30 materiais industriais, como conduítes, tubos, tampas e, inclusive, em novas embalagens de defensivos agrícolas.

Baccarin reforça que a meta até o fim do ano é plenamente possível de ser atingida. “Faltam pouco mais de 200 toneladas. Com o início da safra de verão e o comprometimento do produtor rural, vamos superar esse objetivo e, mais uma vez, garantir que o Sul do Brasil se mantenha firme neste compromisso”, destacou.

Serviço – Para mais informações acesse www.adita.org.br.

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