Após um longo período de recesso e de problemas climáticos em algumas regiões, produtores de mandioca intensificaram, na última semana, as atividades de colheita e comercialização. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento tem como objetivo melhorar o fluxo de caixa no início do ano.
Ao mesmo tempo, parte das indústrias ainda não retomou plenamente o processamento ou segue operando com capacidade reduzida. Esse descompasso entre oferta e demanda tem mantido o volume de raiz disponível acima do necessário, o que pressiona as cotações no mercado.
Dados mais recentes do IBGE mostram que a produção brasileira de mandioca alcançou 19,8 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 3,9% em relação ao ano anterior. Entre os principais estados produtores de fécula, o Paraná registrou leve recuo de 0,5%, com produção estimada em 3,6 milhões de toneladas.
Já Mato Grosso do Sul e São Paulo apresentaram avanços de 18,6% e 1,1%, respectivamente. Para este ano, as projeções indicam forte recuperação no Paraná, com aumento de 22% e produção estimada em 4,4 milhões de toneladas. Em sentido oposto, São Paulo e Mato Grosso do Sul devem registrar quedas de 2,3% e 1,3%. (com Cepea)
Colheita da mandioca é intensificada nas regiões produtoras
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