As exportações de carne bovina seguem como o principal fator de sustentação dos preços da arroba do boi gordo no mercado interno brasileiro. O volume embarcado permanece em patamares históricos e mantém forte desempenho neste início de 2026, reforçando a competitidade da carne produzida no Brasil no cenário internacional.
Em fevereiro, considerando apenas 18 dias úteis, o país exportou 235,889 mil toneladas de carne bovina in natura. O volume representa crescimento de 23,9% em comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O resultado também marca o melhor desempenho já registrado para um mês de fevereiro.
A média diária de embarques foi de 13,105 mil toneladas, avanço de 37,6% em relação ao volume médio observado no mesmo mês do ano passado.
A China continua sendo o principal destino da carne bovina brasileira, responsável por quase metade das compras externas da proteína. Os Estados Unidos aparecem na sequência como o segundo maior importador.
No mercado interno, pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, apontam que o atual conflito no Oriente Médio tem gerado especulações entre agentes do setor. Embora a região não seja um destino relevante para a carne bovina brasileira, possíveis impactos logísticos preocupam exportadores.
Isso porque o fechamento de rotas estratégicas de transporte marítimo pode elevar custos com fretes e seguros. Diante desse cenário, compradores já demonstram maior cautela e começam a avaliar novas estratégias de negociação.
Já os vendedores, insatisfeitos com os preços ofertados, optam por aguardar novas propostas. Como resultado, o ritmo de negócios segue lento no mercado doméstico. No Brasil, a arroba do boi gordo é comercializada pelos pecuaristas (em algumas praças) ao preço média de R$ 350,00. (com Cepea)
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