O setor suinícola brasileiro acompanha com atenção os efeitos do conflito no Oriente Médio sobre a economia global. De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a instabilidade internacional tem influenciado variáveis importantes, como os preços do petróleo, a cotação do dólar e outros indicadores econômicos.
Segundo o Cepea, as incertezas em torno do cenário geopolítico têm reduzido a liquidez no mercado independente de suínos. Diante desse ambiente de cautela, produtores e frigoríficos têm evitado realizar ajustes nos preços do suíno vivo e da carne, mantendo as cotações praticamente estáveis.
Esse comportamento ocorre mesmo em um período em que o poder de compra da população tende a crescer no início do mês, fator que normalmente estimula a demanda por proteínas.
Na parcial de março, até o dia 10, o preço médio do suíno vivo negociado na praça SP-5 — que reúne as regiões de Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba — está em R$ 6,94 por quilo. Em termos reais, com valores corrigidos pelo IGP-DI, trata-se do menor nível desde abril de 2024, quando o animal foi vendido a R$ 6,89/kg.
Diante desse cenário, agentes consultados pelo Cepea demonstram frustração. A expectativa do setor era de recuperação nas cotações neste início de março, impulsionada pelo aumento sazonal da demanda e pelo atual patamar considerado baixo dos preços do suíno vivo no mercado independente. (com Cepea)
Foto: Ari Dias | AEN




