A menor disponibilidade de milho para negociação imediata no mercado spot brasileiro intensificou a disputa entre compradores na última semana. Como resultado, os preços do cereal avançaram na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea.
De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a restrição na oferta ocorre mesmo em um cenário de colheita da safra de verão em andamento e de estoques de passagem considerados confortáveis.
Segundo relatório divulgado na sexta-feira (13) pela Companhia Nacional de Abastecimento, a safra brasileira de milho 2025/26 — iniciada em fevereiro — deve contar com estoque inicial de 12,68 milhões de toneladas. O volume é bem superior ao registrado na temporada 2024/25, quando os estoques ficaram em 1,88 milhão de toneladas.
Levantamento do Cepea indica que muitos agentes têm priorizado as entregas de soja e a semeadura da segunda safra de milho, o que reduz temporariamente a oferta do cereal para negociações imediatas.
Ao mesmo tempo, compradores têm demonstrado maior interesse na recomposição de estoques, buscando garantir o abastecimento para as próximas semanas. Esse movimento contribui para elevar a disputa pelo produto no mercado interno.
Outro fator de atenção é o custo logístico. A concorrência por fretes, que já vinha intensa, pode aumentar diante da alta nos preços dos combustíveis, influenciada pelas tensões no Oriente Médio e pelo fechamento do Estreito de Ormuz.
No cenário internacional, entretanto, os contratos futuros do milho operavam em queda na manhã desta segunda-feira (16) – por volta das 6 horas – na Chicago Board of Trade (CBOT):
- Maio/2026: US$ 4,64 por bushel (−2,75 pontos)
- Julho/2026: US$ 4,75 por bushel (−2,75 pontos)
- Setembro/2026: US$ 4,77 por bushel (−2,25 pontos)
- Dezembro/2026: US$ 4,89 por bushel (−2,25 pontos)
Foto: Jonas Oliveira/Aen




