As cotações internacionais da soja registraram queda na última semana, pressionadas pelo aumento da oferta na América do Sul e pela expectativa de expansão da área plantada nos Estados Unidos. De acordo com pesquisadores do Cepea, esse movimento externo foi rapidamente repassado ao mercado brasileiro, sendo ainda intensificado pela desvalorização do dólar frente ao real.
Até então, os preços da soja vinham se mantendo firmes, sustentados pelas tensões no Oriente Médio e pela forte valorização do óleo de soja. No Brasil, inclusive, o óleo segue em alta, operando em níveis semelhantes aos de novembro do ano passado. Esse avanço é impulsionado, principalmente, pela demanda aquecida da indústria de biodiesel.
Por outro lado, o farelo de soja continua em trajetória de queda. Segundo o Cepea, muitos consumidores já estão abastecidos até meados de abril, reduzindo a necessidade de novas compras no curto prazo. Além disso, há uma expectativa de preços ainda mais baixos nas próximas semanas, já que a maior procura por óleo tende a aumentar a oferta de farelo no mercado.
Vale destacar que, a cada tonelada de soja processada, são produzidos aproximadamente 190 kg de óleo e 780 kg de farelo, o que influencia diretamente a dinâmica de preços desses derivados. Já a saca do grão (balcão) foi negociada ao preço médio de R$ 114,82 no Paraná.
Mercado em Chicago
Na manhã desta segunda-feira, os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago operam em leve alta. O vencimento para maio de 2026 é cotado a US$ 11,65 por bushel, com valorização de aproximadamente 0,15%. O contrato de julho de 2026 está em US$ 11,82 por bushel, também com alta de cerca de 0,15%. Para agosto de 2026, a cotação é de US$ 11,76 por bushel, com avanço de aproximadamente 0,09%, enquanto o contrato de setembro de 2026 registra US$ 11,55 por bushel, com ganho em torno de 0,11%.
Foto: Envato




