terça-feira, maio 5, 2026

Peso ao desmame dita a nova rentabilidade da suinocultura

O mercado de suínos mudou a sua visão sobre o desempenho nas propriedades e, atualmente, a qualidade supera volume. Durante muitos anos o foco principal dos produtores foi elevar o número de leitões nascidos e desmamados, no entanto, a quantidade isolada não garante a eficiência econômica do sistema.

Atualmente, os indicadores de peso ao desmame e de quilos desmamados por fêmea ao ano ganham destaque por conectarem a produtividade à qualidade do resultado gerado. O objetivo é produzir animais viáveis, robustos e com grande potencial de desempenho para as fases seguintes.

Efeito cascata na economia

O peso ao desmame reflete diretamente na sobrevivência do animal e no seu desempenho nas etapas de creche e de terminação. O leitão que sai mais pesado da maternidade possui uma capacidade maior de enfrentar os desafios sanitários e nutricionais inerentes ao período de creche. Essa característica gera uma melhor adaptação e um crescimento mais eficiente.

“Um bom desempenho na fase de maternidade frequentemente está associado a um melhor ganho de peso, melhor eficiência alimentar e, em muitos casos, menor tempo para atingir o peso de abate”, explica a médica-veterinária, mestre e doutora em Ciências Veterinárias e especialista de Validação de Produtos da Topigs Norsvin, Kelly Will.

A especialista ressalta que o animal chega ao mercado consumindo ração por menos dias e garante um ganho econômico direto, por isso, prevenir problemas e ineficiências no início da vida do lote custa menos para o produtor do que aplicar medidas corretivas nas fases seguintes.

O papel da fêmea moderna

A base para atingir esse padrão de qualidade está no equilíbrio da matriz. A fêmea suína moderna precisa unir prolificidade e funcionalidade para nutrir as leitegadas numerosas sem comprometer o seu próprio ciclo produtivo. Cada leitão necessita de acesso a um teto funcional para expressar o seu potencial de crescimento.

O processo exige eficiência, pois as ejeções de leite ocorrem em intervalos de aproximadamente uma hora e duram poucos segundos. “Cada vez mais se busca uma fêmea capaz de nutrir e desmamar sua própria leitegada com consistência, reduzindo a necessidade de manejos corretivos, como mães de leite e transferência de leitões”, complementa Kelly.

A especialista da Topigs Norsvin explica que a matriz precisa apresentar robustez e equilíbrio estrutural para sustentar as altas produções e garantir a sua longevidade produtiva na granja. O pacote balanceado sustenta resultados economicamente eficientes.

Visão sistêmica e genética balanceada

É fundamental calcular o impacto que a falta de uniformidade e a exigência do uso de mães de leite geram no custo operacional, tornando possível enxergar o retorno financeiro dessa estratégia ao conectar as informações de todas as fases. A Topigs Norsvin atende a essa demanda do setor agropecuário por meio de um conceito focado no progresso produtivo com sustentabilidade e promove o avanço simultâneo de um conjunto de características economicamente relevantes.

De acordo com Kelly, o objetivo principal do programa é que cada animal nascido apresente o potencial genético adequado para ser desmamado pela sua própria mãe, com peso adequado e uniforme. Essa abordagem permite entregar ao mercado o pacote exato que combina a alta prolificidade com a qualidade superior dos leitões.

“Essa é a base do trabalho da Topigs Norsvin, que há décadas adota a filosofia de melhoramento genético balanceado, entendendo que ganhos sustentáveis acontecem quando prolificidade vem acompanhada de habilidade materna, vitalidade dos leitões, sobrevivência, robustez, longevidade e eficiência produtiva”, finaliza a especialista.

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