sábado, setembro 5, 2026

Carne suína perde espaço para bovinos e frango

A carne suína vem enfrentando maior concorrência no mercado brasileiro neste mês. Apesar da demanda aquecida, impulsionada pelas temperaturas mais baixas e pelas festividades típicas de junho, os preços da carcaça especial suína negociada na grande São Paulo seguem em queda. O movimento é influenciado pelos elevados estoques mantidos pela indústria, segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Embora a procura por cortes suínos tenha aumentado nas últimas semanas, o volume disponível nos frigoríficos tem sido suficiente para atender ao mercado, limitando a valorização dos preços. Pesquisadores do Cepea destacam que a combinação entre oferta confortável e estoques elevados tem impedido que o aumento da demanda se converta em ganhos para a cadeia produtiva.

Tradicionalmente, o período de festas juninas e o avanço do frio em diversas regiões do país favorecem o consumo de produtos derivados da carne suína, como costelas, pernis, linguiças e outros cortes utilizados em refeições típicas da estação. Neste ano, porém, a maior procura não foi suficiente para reduzir os estoques acumulados pela indústria, mantendo pressão sobre os preços da carcaça especial.

Além da dificuldade para sustentar os preços, a carne suína perdeu competitividade em relação às principais proteínas consumidas pelos brasileiros. Os valores da carcaça casada bovina e do frango resfriado registraram quedas ainda mais acentuadas no mercado paulista. Como resultado, essas proteínas passaram a oferecer uma relação de custo mais atrativa para consumidores e varejistas.

O cenário interrompe uma sequência positiva para o setor suinícola. A carne suína havia acumulado oito meses consecutivos de ganhos de competitividade frente à carne bovina e dois meses em relação ao frango resfriado.

Mercado do suíno também recua no Paraná

No Paraná, um dos principais estados produtores de suínos do país, o mercado também apresenta enfraquecimento nas cotações.

De acordo com os dados mais recentes, o quilo do suíno vivo tipo carne é negociado, em média, a R$ 5,05, registrando queda de 0,20% em relação ao levantamento anterior.

A retração acompanha o comportamento observado em outras regiões produtoras, refletindo o equilíbrio entre oferta e demanda e a dificuldade da cadeia em repassar preços ao mercado consumidor.

Foto: Divulgação/SAPE

Receba as informações do site diáriamente.

Mais do Canal do Agro

Saiba o que fazer em caso de picada por serpente

Saúde SP indica os principais cuidados, sintomas e onde...

SP e PR iniciam calendário de semeadura da soja

Com o encerramento do período de Vazio Sanitário da...

CMN amplia renegociação de dívidas rurais ligadas a eventos climáticos

Medida permite recomposição de débitos que ficaram fora da...

UE suspende carnes do Brasil

Bloqueio pode afetar até US$ 2 bi por ano...

Senado aprova MP da “taxa das blusinhas” e isenção se torna definitiva

Texto zera imposto em compras internacionais de até 50...

Laranja: cotações enfraquecem

As cotações da laranja pera de mesa se enfraqueceram...

Moraes encaminha a Fachin pedido de investigação contra Mendonça

Decisão reúne relatórios da PF sobre atuação de Mendonça O...

Inoculação: a tecnologia que influencia o desempenho da lavoura

A a produção de soja, uma das tecnologias mais importantes...