quinta-feira, julho 23, 2026

Casa do Colono na Expoingá celebra a cultura rural com réplica fiel dos anos 60

Com objetos históricos, o espaço emociona veteranos e encanta jovens ao resgatar a simplicidade do cotidiano rural

A tradição e a memória afetiva do campo ganharam vida mais uma vez na Expoingá com a Casa do Colono, um dos espaços mais visitados e emocionantes da feira. Em sua terceira edição, a atração resgata com riqueza de detalhes o cotidiano das famílias rurais da década de 1960, despertando lembranças nos mais velhos e encantando as novas gerações com a simplicidade da vida no interior.

Idealizada pela coordenadora da Fazendinha, Mônica Meyer Marques, a casa nasceu com a proposta de preservar a cultura do homem do campo e proporcionar uma verdadeira viagem no tempo. Construída em apenas 21 dias, a estrutura reúne objetos históricos doados pela própria comunidade, que abraçou o projeto como forma de manter viva a memória rural.

A réplica impressiona pela fidelidade aos detalhes: colchão de palha, chão vermelho encerado, banheiro externo, fogão a lenha e até a ausência de portas, substituídas por cortinas, como era comum na época. O ambiente também proporciona uma experiência sensorial que emociona os visitantes. “O que mais me impacta é a saudade que ela desperta. Ontem mesmo um menino entrou aqui e disse: ‘Estou sentindo o cheiro da casa da minha avó’. É uma casa altamente sensorial”, relata Mônica.

O sentimento atravessa gerações. A jovem Erica Moreira, de 18 anos, ficou emocionada ao conhecer o espaço. “Eu gostei muito de ter vindo. Algumas coisas ainda fazem parte da nossa realidade, como o filtro de barro, mas outras surpreendem muito. Parece uma casa mais aconchegante do que as de hoje, porque carrega memórias e sentimentos que a gente quase não vê mais”, comenta.

Para Erica, conhecer de perto o modo de vida das famílias rurais foi uma experiência marcante. “Ver o fogão a lenha, os quartos simples e imaginar famílias grandes vivendo assim faz a gente pensar em como as pessoas valorizavam mais as coisas simples. Dá uma sensação boa no coração”, afirma.

Além da estrutura histórica, a experiência é complementada pela culinária típica e pela apresentação de alimentos pouco conhecidos pelas novas gerações, como o melão-mortadela e a uva japonesa. Neste ano, a Casa do Colono também ganhou uma horta, incentivando o cultivo doméstico e reforçando a conexão com as raízes do campo. “A Casa do Colono simboliza o trabalhador rural e a história das nossas famílias. Todo mundo tem um pezinho na roça ou conhece alguém que viveu em uma casa assim”, destaca Mônica.

Em meio à modernidade e à grandiosidade da Expoingá, a Casa do Colono se consolida como um espaço de memória, afeto e identidade cultural, mostrando que as raízes do campo continuam vivas no coração das pessoas.

Receba as informações do site diáriamente.

Mais do Canal do Agro

Pesquisa avalia leite de jumenta como alternativa para reduzir uso de antibióticos

Estudos são conduzidos pela Universidade Federal Rural de Pernambuco O avanço...

Começa a vigorar tarifaço dos EUA ao Brasil

Começou a vigorar nesta quarta-feira (22) a tarifa adicional...

Jornal inglês cobra governo brasileiro sobre transposição do Rio São Francisco

Uma reportagem publicada pelo jornal britânico The Guardian voltou...

Exportações de café caem, mas receita se mantém

As exportações brasileiras de café registraram retração na temporada...

Milho: colheita avança para 29% no PR

Neste início de safra as produtividades estão variando bastante...

Trigo: lavouras estão em ótimas condições no Paraná

Ouça os dados que acabaram de ser lançados pela...

Etanol recua com demanda fraca; açúcar segue volátil

Os preços do etanol voltaram a cair no mercado...