segunda-feira, maio 18, 2026

Confira como foi o julgamento Dorper na Expoingá 2026

Avaliação reuniu criadores e especialistas no pavilhão de ovinos e premiou exemplares que se destacaram pela genética, estrutura e potencial produtivo na Expoingá 2026

O pavilhão de ovinos recebeu nesta semana o julgamento da raça Dorper durante a 52ª Exposição, reunindo criadores, técnicos e visitantes interessados na ovinocultura. A avaliação teve como objetivo reconhecer os animais com melhor desempenho genético e características voltadas à produção de carne, além de servir como referência para os criadores na evolução dos rebanhos.

Os trabalhos começaram pela manhã com a análise das categorias de fêmeas. O julgamento seguiu a ordem de idade dos animais, começando pelas mais jovens, com até cinco meses, passando pelas categorias intermediárias até chegar aos animais adultos, com limite de até 24 meses em pista.

O técnico da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (ARCO) e jurado da competição, Alton Rock Corrêa, explicou que a pista de julgamento é uma oportunidade para os criadores avaliarem os resultados do trabalho realizado nas propriedades. “Cada criador traz seus animais para entender em que nível está o seu plantel. Quando o animal conquista boas colocações, isso mostra que o trabalho de seleção genética está no caminho certo”, afirmou.

Segundo ele, as avaliações também ajudam os produtores a identificarem pontos que precisam ser melhorados dentro da criação. “O julgamento serve como um indicativo para o criador ajustar a genética e buscar animais mais produtivos, o que influencia diretamente na rentabilidade da atividade e na qualidade da carne oferecida ao consumidor”, destacou.

As avaliações seguem os padrões definidos pelas associações da raça e pela ARCO, que atualmente registra 30 raças ovinas no Brasil. No caso do Dorper, raça voltada à produção de carne, os jurados analisam características como desenvolvimento corporal, estrutura, comprimento, arqueamento de costelas e qualidade da musculatura. “Buscamos animais com boa distribuição de carne, principalmente nas regiões onde estão os cortes nobres. São características fundamentais para selecionar exemplares mais produtivos”, explicou Corrêa.

O julgamento foi dividido entre as categorias de fêmeas e machos, passando pelas classes de animais jovens até os grandes campeonatos da exposição. O encerramento contou ainda com a disputa especial de Progênie de Mãe.

Resultado das fêmeas

  • 1ª Campeã: XETÁ LINDA BLESS TE 182 – Criador: Jose Alvaro Santaroza Neto–Rondon (PR)
  • Reservada Grande Campeã: CORDEIRO FORTE ZOY TE 46–Criador: Elieder Mendes Vasse–São Tomé (PR)
  • Grande Campeã Ovino do Futuro: DNS DUA LIPA TE 334–Criador/Expositor: Scharlston Jakson Abegg–Rondon (PR)- Reservada Grande Campeã Ovino do Futuro: CORDEIRO FORTE ZURY 78–Criador/Expositor: Elieder Mendes Vasse

Resultado dos machos

  • Grande Campeão: DNS THOR 233 – Criador/Expositor: Scharlston Jakson Abegg–Rondon (PR)
  • Reservado Grande Campeão: DNS APOLLO 230 – Criador/Expositor: Scharlston Jakson Abegg–Rondon (PR)
  • Grande Campeão Ovino do Futuro: BLACK PEARL GOLAÇO 430–Criador/Expositor: Robson Daniel Livi Iguaçu (PR)
  • Reservado Grande Campeão Ovino do Futuro: CARNIEL 101–Criador/Expositor: Luis Augusto Carniel–Beltrão (PR)

Campeonato de Progênie

  • 1º Lugar Progênie de Mãe: Ventre CPM TE 717, representada pelos produtos CORDEIRO FORTE CHANNEL TE 74 e CORDEIRO FORTE CAETHANA 32–Expositor: Elieder Mendes Vasse–São Tomé (PR)

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