terça-feira, maio 19, 2026

Equipes são treinadas para combater raíva no Paraná

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) realizou entre os dias 11 e 15 de maio, em Guarapuava, no Centro-Sul do estado, mais uma etapa de capacitação técnica voltada à prevenção e ao controle da raiva em herbívoros e das encefalopatias espongiformes transmissíveis (EETs). A ação, desenvolvida com apoio da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Sistema Faep) e do Sindicato Rural de Guarapuava, reuniu fiscais de Defesa Agropecuária de diversas regionais da agência.

O treinamento foi conduzido em formato teórico e prático, com atividades realizadas no Sindicato Rural do município e na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), no câmpus Cedeteg. A programação incluiu palestras da chefe da Divisão de Prevenção e Controle da Raiva e EET da Adapar, Elzira Jorge Pierre, além de participações de veterinários da Defesa Agropecuária, de um engenheiro de Segurança do Trabalho e de um técnico do Centro de Diagnóstico Marcos Enriette (CDME), localizado em Curitiba.

Entre os temas abordados, a raiva dos herbívoros, a encefalopatia espongiforme bovina (EEB), procedimentos de coleta de material do sistema nervoso central, uso de equipamentos de proteção individual (EPI) e a operação do sistema e-Sisbravet, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Servidores da Adapar de Guarapuava com longa experiência na área também contribuiram com a troca de experiências sobre captura de morcegos hematófagos.

Um dos destaques foi justamente a atividade prática de localização de abrigos e captura de morcegos que se alimentam de sangue e são vetores para a transmissão da raiva. Esta etapa é considerada essencial para o monitoramento da doença em regiões agropecuárias. Fatal nos herbívoros, a enfermidade representa risco de morte também para humanos que forem expostos ao vírus.

Responsável pela realização do treinamento, Elzira Pierre destacou a relevância de manter esta ação como procedimento de rotina. “As enfermidades abordadas são zoonoses que demandam constante vigilância, atualização e uma resposta rápida, por isso, investir na qualificação contínua dos nossos servidores é crucial para que as ações de defesa agropecuária e a proteção da saúde animal e humana no Paraná sejam efetivas”, afirma a médica veterinária.

Assim como a primeira etapa do treinamento, que ocorreu entre os dias 13 e 16 de abril, a segunda etapa foi dividida em duas turmas. A escolha deste formato está relacionada com o objetivo de ampliar o alcance e priorizar o atendimento aos servidores. A chefe do Escrotório Local da Adapar em Guarapuava, veterinária Márcia Zago, que acompanha e auxilia na organização e a aplicação do treinamento, ressalta que as experiências compartilhadas fortalecem a saúde pública ao qualificar mais profissionais para o controle das zoonoses.

“Estamos no segundo ano do evento, sendo duas turmas em 2024 e quatro turmas em 2026, o que representa um aumento no número de servidores e, consequentemente, em uma maior abrangência de profissionais treinados. A realização e a divulgação destas ações é de suma importância para o fortalecimento da defesa sanitária animal e da saúde pública”, salienta.

HISTÓRICO – A qualificação periódica das equipes é uma das diretrizes centrais da Adapar no fortalecimento da defesa agropecuária paranaense. A agência mantém um calendário regular de capacitações voltadas à vigilância da raiva e de outras enfermidades de relevância sanitária e econômica, com atenção especial às regiões com maior risco epidemiológico ou histórico de notificações.

Foto: Adapar

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