Mesmo diante da expectativa de uma oferta elevada de milho no mercado interno, a segunda safra segue apresentando desenvolvimento considerado satisfatório na maior parte das regiões produtoras do Brasil. No entanto, áreas pontuais de Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul acendem sinal de alerta em função das condições climáticas adversas, especialmente geadas e o tempo seco, que podem comprometer a produtividade das lavouras.
De acordo com análises do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), parte dos produtores mantém postura cautelosa nas negociações, justamente diante das incertezas provocadas pelo clima. Com isso, muitos vendedores seguem firmes nos preços, aguardando uma definição mais clara sobre o impacto das perdas no campo.
No Paraná, o valor médio pago atualmente ao produtor gira em torno de R$ 55 por saca de milho. Em algumas regiões, cooperativas já oferecem contratos futuros na faixa de R$ 60 por saca, movimento que reflete a preocupação do mercado com possíveis reduções na oferta e também a tentativa de garantir volume para abastecimento nos próximos meses.
Por outro lado, há produtores mais flexíveis nas vendas, principalmente pela necessidade de liberar espaço nos armazéns e reforçar o fluxo de caixa. Do lado da demanda, compradores seguem atuando de forma pontual, aproveitando momentos de recuo nas cotações, já que boa parte das indústrias e consumidores ainda possui estoques suficientes para atender as próximas semanas. (com Cepea)
Foto: Cleber França




