Apesar de a colheita ainda estar concentrada em poucos estados brasileiros, a perspectiva de aumento da oferta nas próximas semanas tem pressionado os preços do milho em diversas regiões monitoradas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). No Paraná, por exemplo, a saca do cereal está cotada ao preço médio de R$ 51,00, valor que representa uma queda de R$ 4,00 em apenas duas semanas.
Esse movimento reforça a tendência de desvalorização observada no mercado interno. Segundo o Cepea, compradores estão cautelosos diante da possibilidade de uma safra volumosa e, por isso, limitam o volume de negociações, aguardando reduções mais expressivas nos preços. Do outro lado, vendedores têm adotado maior flexibilidade, ajustando pedidas, prazos de entrega e condições de pagamento para garantir o escoamento da produção neste início de colheita.
A retração da demanda também foi intensificada pelas últimas projeções da Conab e do USDA. As estimativas apontam para aumento da produção brasileira em 2025/26 e crescimento da oferta mundial em 2026/27. No Brasil, o avanço está ligado à melhora da safra de verão, enquanto no cenário internacional países como a Índia devem ampliar sua produção, elevando os estoques globais de milho. (com Cepea)




