As negociações de soja em grão seguem firmes no Brasil. Além da forte procura internacional, indústrias nacionais intensificaram as compras nos últimos dias, segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A atratividade da soja brasileira foi reforçada pela recente depreciação do real frente ao dólar, o que aumentou a competitividade do produto no mercado global.
Apesar desse cenário positivo, a ampla oferta mundial tem limitado altas mais expressivas nos preços. O USDA (sigla em inglês – departamento de agricultura dos Estados Unidos) revisou para cima a estimativa de produção global da safra 2025/26, projetando um recorde de 429,2 milhões de toneladas, número 0,4% superior ao cálculo anterior e 0,3% acima da temporada passada.
Entre os principais produtores, o Brasil deve colher cerca de 180 milhões de toneladas, conforme o USDA — ligeiramente abaixo das 180,25 milhões previstas pela Conab. Já na Argentina, a projeção foi elevada para 50 milhões de toneladas, 4,2% acima da estimativa de maio, embora ainda 2,2% inferior ao volume registrado na safra anterior.
No comércio internacional, o Brasil se mantém como o maior exportador mundial de soja na temporada 2025/26 (de outubro/25 a setembro/26), com embarques estimados em 115 milhões de toneladas. Esse desempenho reforça o protagonismo brasileiro no mercado global, mesmo diante da concorrência crescente e da oferta abundante em países como os Estados Unidos e a Argentina. (com Cepea)
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