Autoridade responsável pela hidrovia atribui suspensão da navegação às operações militares dos Estados Unidos na região; medida amplia preocupações sobre o comércio global de petróleo
A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA), órgão responsável por regulamentar a navegação no Estreito de Ormuz, informou que o trânsito de embarcações pela hidrovia está temporariamente interrompido. O comunicado foi divulgado neste domingo por meio da rede social X e atribui a decisão às recentes operações militares dos Estados Unidos na região.
Segundo a autoridade iraniana, as movimentações das forças norte-americanas tornaram inviável a passagem segura de navios pelo estreito, considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e gás natural.
No comunicado, a PGSA orienta que todas as solicitações de autorização para navegação sejam realizadas exclusivamente por meio de seu portal oficial. O órgão informou ainda que os pedidos voltarão a ser analisados assim que as condições de segurança forem restabelecidas e a circulação marítima puder ser retomada.
A autoridade administra um sistema obrigatório de autorização eletrônica para embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz, mecanismo adotado para organizar o fluxo de navios e reforçar a segurança da navegação na região.
No mesmo comunicado, a PGSA acusa as forças militares dos Estados Unidos de interferirem nas operações marítimas do estreito e das águas próximas. Segundo o órgão iraniano, essas ações desrespeitam acordos internacionais e ignoram o posicionamento de que potências estrangeiras não deveriam atuar na gestão dessa importante rota marítima.
Estreito de Ormuz é estratégico para o comércio global
O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico, sendo responsável pela passagem de cerca de um quinto do petróleo comercializado mundialmente. Qualquer restrição à navegação na região costuma provocar volatilidade nos mercados internacionais de energia e aumentar as preocupações sobre o abastecimento global.
Até o momento, não havia confirmação independente sobre a interrupção total do tráfego marítimo no estreito, nem posicionamento oficial das autoridades norte-americanas em resposta às declarações da PGSA. O cenário segue sendo acompanhado por governos, empresas de navegação e pelo mercado internacional diante dos possíveis impactos sobre o comércio global e os preços do petróleo.
Foto: IRNA




