Os preços do suíno vivo negociado no sistema integrado estão acima dos praticados no mercado independente em algumas regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) neste mês de julho. O cenário foge ao comportamento tradicional do setor, já que o mercado spot, também chamado de independente, costuma remunerar melhor o produtor por envolver maiores custos de produção e riscos da atividade.
No Paraná, uma das principais regiões produtoras do país, o quilo do suíno vivo está cotado em aproximadamente R$ 5,00, patamar que reflete o momento de pressão sobre o mercado e reforça as dificuldades enfrentadas pelos produtores.
Excesso de oferta pressiona cotações
Segundo o Cepea, essa inversão de preços é resultado do cenário adverso enfrentado pelo mercado independente ao longo de 2026. A elevada oferta de animais para abate, somada ao consumo mais lento, mantém as cotações pressionadas e reduz a rentabilidade da atividade.
Os pesquisadores destacam que o movimento tem sido observado principalmente em algumas praças da Região Sul, com destaque para Braço do Norte, em Santa Catarina.
Mercado segue pressionado
A combinação entre grande disponibilidade de suínos e demanda enfraquecida fez com que o mercado independente registrasse preços baixos durante todo o ano, permitindo que, em algumas localidades, os valores pagos aos produtores integrados superassem os do mercado spot.
Para o Cepea, o comportamento reforça que o equilíbrio entre oferta e demanda continua sendo o principal fator para a formação dos preços da suinocultura, influenciando diretamente a remuneração dos produtores em cada região.
Foto: Divulgação/SAPE




