Na comparação entre as médias de junho e de julho (até o dia 28), todos os cortes bovinos com osso negociados no atacado da Grande São Paulo se desvalorizaram. O preço do traseiro recuou 3,41%, o do dianteiro, 4,72%, o da ponta de agulha, 4,09%, e o valor da carcaça casada bovina, 3,95%, negociados, em média, a R$ 26,37/kg, R$ 21,38/kg, R$ 20,17/kg e R$ 23,61/kg, respectivamente, neste mês.
A desvalorização da carcaça casada reflete, principalmente, a queda mais intensa dos preços do dianteiro e da ponta de agulha, cortes tradicionalmente mais sensíveis às oscilações do mercado doméstico. O movimento indica um ritmo de reposição mais cauteloso por parte da indústria e do varejo, compatível com a demanda ainda moderada no mercado interno.
CARNES CONCORRENTES – O preço da carcaça especial suína negociada no atacado da Grande São Paulo teve média de R$ 8,44/kg neste mês (até o dia 28), queda de 1,59% em relação a junho. O valor do frango resfriado, por sua vez, permaneceu estável no mesmo comparativo, com média de R$ 6,86/kg.
Os preços de ambas as proteínas continuam significativamente inferiores aos da carne bovina, preservando sua competitividade. Em um cenário de renda ainda limitada, esse diferencial de preços continua favorecendo a substituição da carne bovina por proteínas mais acessíveis, restringindo a recuperação mais consistente da demanda doméstica. (Cepea)
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