Confira também a movimentação do mercado em Chicago na manhã desta segunda-feira (31)
A soja segue em alta no mercado brasileiro, sustentada pela combinação de demanda global firme, condições climáticas irregulares no Hemisfério Norte e incertezas sobre os possíveis impactos do El Niño na safra 2026/27.
Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a valorização também ganhou força com a menor disposição de parte dos produtores e vendedores em fechar novos negócios. Diante do cenário de incertezas, muitos preferem esperar por melhores oportunidades antes de comprometer a produção.
No mercado spot, porém, alguns vendedores têm aceitado negociar com prazos de pagamento mais longos. A condição, no entanto, vem acompanhada de preços mais elevados para compensar o período maior até o recebimento.
No cenário internacional, a demanda continua dando suporte às cotações. Pesquisadores do Cepea destacam ainda que os prêmios de exportação da soja brasileira permanecem firmes, contribuindo para a valorização do produto destinado ao mercado externo.
Com esse movimento, os preços FOB nos portos brasileiros alcançaram os maiores níveis dos últimos três anos, reforçando o ambiente favorável ao mercado da oleaginosa.
No Paraná, a saca de soja está sendo negociada, em média, a R$ 135,00, acompanhando o cenário de sustentação observado no mercado nacional.
Soja opera com movimentos mistos em Chicago nesta manhã
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operam com movimentos mistos na manhã desta segunda-feira (31). O vencimento para setembro de 2026, o mais próximo, registrava alta de 2,25 pontos, cotado a US$ 12,78 por bushel, às 7h02.
Entre os contratos de maior interesse para a próxima safra, novembro de 2026 recuava 2,25 pontos, para US$ 12,85 por bushel. O vencimento janeiro de 2027 tinha queda de 2 pontos, negociado a US$ 13,00.
Na sequência da curva, março de 2027 apresentava baixa de 0,75 ponto, a US$ 13,05, enquanto maio de 2027 recuava 0,25 ponto, cotado a US$ 13,10 por bushel.
O mercado acompanha nesta semana o comportamento da demanda internacional, as condições das lavouras norte-americanas e as perspectivas para a oferta global de soja. Última atualização: 7h02 de 31 de agosto de 2026.
Foto: Wenderson Araujo/Trilux




