Mesmo com a colheita da segunda safra entrando na reta final e as estimativas apontando para uma produção recorde, os preços do milho continuam avançando no mercado brasileiro. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as negociações permanecem pontuais, com produtores e compradores mais cautelosos diante do cenário atual.
Do lado da oferta, os produtores seguem segurando parte dos lotes, na expectativa de encontrar preços ainda mais atrativos, especialmente diante da valorização observada no mercado internacional.
Entre os compradores, a situação é diferente. Com necessidade de reposição no curto prazo, alguns consumidores acabam aceitando os valores mais altos pedidos pelos vendedores para garantir o abastecimento. Outros preferem utilizar os estoques disponíveis e adiar novas compras.
Esse cenário de oferta mais restrita e demanda pontual tem contribuído para sustentar as cotações. Segundo o Cepea, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa, referente à região de Campinas (SP), acumulava alta de 5,8% na parcial de agosto até o dia 27.
No Paraná, a saca de milho está sendo negociada, em média, a R$ 59,00, acompanhando o movimento de valorização observado no mercado nacional.
Milho opera em alta nesta manhã em Chicago
Os contratos futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operam em alta na manhã desta segunda-feira (31). O vencimento para setembro de 2026 avançava 2 pontos, cotado a US$ 5,14 por bushel, às 7h11.
O contrato dezembro de 2026 registrava alta de 1,75 ponto, negociado a US$ 5,38 por bushel. Para março de 2027, a valorização também era de 1,75 ponto, com a cotação em US$ 5,53 por bushel.
Nos vencimentos mais longos, maio de 2027 subia 2,25 pontos, a US$ 5,59, enquanto julho de 2027 avançava 2,50 pontos, para US$ 5,60 por bushel.
O movimento positivo em Chicago ocorre em um momento de atenção dos agentes do mercado às perspectivas para a oferta e à demanda internacional pelo cereal. Última atualização: 7h11 — 31 de agosto de 2026.




