As cotações do boi gordo registraram forte valorização em outubro e alcançaram os maiores patamares reais da série histórica do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), iniciada em 1994. O movimento foi impulsionado principalmente pela oferta restrita de animais prontos para o abate e pela demanda consistente por carne bovina, cenário que intensificou a disputa entre os frigoríficos pela compra de animais.
De acordo com dados do Cepea, em 30 de outubro, o Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ, referente ao estado de São Paulo, fechou em R$ 389,90 por arroba, no pagamento à vista. O valor representa uma alta de 7,03% no acumulado do mês. Já na primeira semana de novembro, o indicador permanece na faixa dos R$ 390 por arroba.
Os preços representam recordes reais da série histórica do Centro de Pesquisas, considerando os valores corrigidos pelo IGP-DI de setembro de 2026. Até então, o maior patamar havia sido registrado em 11 de novembro de 2020, quando a arroba chegou a R$ 385,26, em valores atualizados.
A média de outubro também estabeleceu um novo recorde. O Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ ficou em R$ 379,55 por arroba, resultado 7,5% superior ao de setembro de 2026 e 17,75% acima da média registrada em outubro do ano passado, também em valores deflacionados pelo IGP-DI de setembro de 2026.
Para os próximos meses, a trajetória dos preços deverá depender de fatores como a disponibilidade de animais terminados, a capacidade de repasse dos reajustes ao longo da cadeia produtiva e a sustentação do consumo de carne bovina nos mercados interno e externo.
Segundo os pesquisadores do Cepea, o equilíbrio entre oferta e demanda será determinante para os rumos do mercado pecuário e para a manutenção dos atuais níveis de preços. (com informações do Cepea)
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