terça-feira, outubro 20, 2026

Clima instável em 2026 eleva risco de larva-alfinete na cultura do tomate

Produção brasileira deve manter patamar elevado neste ano e o manejo integrado de defensivos é determinante para a manutenção do rendimento das lavouras

A produção de tomate no Brasil alcançou cerca de 4,7 milhões de toneladas em 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e deve manter patamar semelhante em 2026, em um cenário marcado pela irregularidade das chuvas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (CEPEA/Esalq) e da Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas (ABCSEM) indicam que serão necessários investimentos em materiais genéticos com maior potencial produtivo e na irrigação para preservar a estabilidade da oferta destinada ao consumo in natura e ao processamento industrial. 

Nesse contexto, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) ressalta que o manejo integrado de defensivos agrícolas é determinante para a manutenção do rendimento das lavouras. De acordo com o gerente de Assuntos Regulatórios do Sindiveg, Fábio Kagi, a larva-alfinete, da espécie Diabrotica speciosa, é um exemplo de praga que representa risco direto ao tomateiro ao atacar o sistema radicular, comprometendo a absorção de água e nutrientes e reduzindo o desenvolvimento vegetativo e produtivo das plantas. 

“A larva-alfinete permanece no solo durante a fase larval e se alimenta das raízes, provocando perfurações que afetam o funcionamento fisiológico do tomateiro e resultam em redução de produtividade. O ataque ocorre de forma subterrânea, o que dificulta a identificação inicial do problema e permite a progressão dos danos antes da manifestação de sintomas visíveis na parte aérea, como murchamento e queda no vigor das plantas”, explica Kagi.  

Segundo o especialista, as lesões causadas nas raízes também favorecem a entrada de patógenos presentes no solo, o que amplia o comprometimento da lavoura e pode provocar prejuízos. Para reduzir a incidência, o Kagi recomenda a adoção de uma estratégia baseada no monitoramento desde o preparo do solo, no uso de mudas tratadas e na manutenção de condições adequadas de umidade, o que contribui para limitar o desenvolvimento da praga e preservar o desempenho produtivo.   

“O controle preventivo é necessário para manter a integridade do sistema radicular e assegurar a continuidade da produção em um cenário de maior variabilidade climática”, conclui. (Texto: Divulgação)

Foto: Divulgação

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