quinta-feira, abril 23, 2026

Com o respaldo da tecnologia, produtor expande área com soja na região noroeste do Paraná

Cultivando mais de 3 mil hectares de soja na região noroeste do Paraná, o produtor Fabrício Maestrello ainda é relativamente novo na atividade. Ele começou a lidar com essa cultura há cerca de dez anos e, desde então, vem adotando tecnologias avançadas em agricultura de precisão e seguindo as orientações técnicas para produzir bem. Fabrício, que foi visitado pelo Rally Cocamar no dia 12/3 em Cruzeiro do Sul, é atendido pelo engenheiro agrônomo Douglas Chagas Nascimento, da unidade da Cocamar em Paranacity, a 74km de Maringá.

Desafiador – “Faz pouco tempo que estou produzindo e já temos uma estrutura considerável. Nessa região é preciso ter a tecnologia ao nosso lado e os maquinários adequados, porque produzir aqui na areia é muito desafiador”, afirma. Fabrício faz parte do projeto Propriedade do Futuro, da Cocamar e sua concessionária Cocamar Máquinas/John Deere, que visa implementar todos os recursos tecnológicos disponíveis para otimizar custos e potencializar a produtividade.

Otimizar – “É preciso otimizar a produção e fazer tudo bem-feito, porque as margens são apertadas”, diz Fabrício, que faz a aplicação de calcário em taxa variável e explica que se por um lado não vai economizar tanto, de outro consegue otimizar, ou seja, destinar a quantidade certa do insumo em determinado talhão, sem desperdício. Otimizar os insumos possibilita aumentar o rendimento e até ampliar as áreas, como vem acontecendo ano após ano.

Cenário adverso – “Em função das tecnologias implantadas no sistema, a gente vem produzindo acima da média regional”, pontua o produtor, lembrando que a atual safra é especialmente desafiadora em função dos preços que são considerados baixos para a soja, a exemplo do que já foi na anterior, com o agravante de que agora há o problema, também, da quebra de produtividade causada por problemas climáticos. Fabrício comenta que são períodos em que ele, pontualmente, precisa recorrer a algumas reservas e terá que apelar para crédito bancário.

Gestão financeira – Como parte do gerenciamento, o produtor conta com a assessoria de uma empresa especializada em gestão financeira. “Vamos controlando custos e otimizando o que for possível para extrair o máximo da atividade”.

Expectativa – No ano passado, sua média foi de 60 sacas por hectare, trabalhando em áreas, inclusive, que tinham vindo do cultivo de cana, que são mais exigentes em manejo e insumos. Mas, para a atual safra, diante das adversidades enfrentadas, sua expectativa é fechar entre 33 e 41 sacas/hectare. “Como a maior parte das áreas tem seguro, isso vai cobrir um pouco das despesas, mas o custo do seguro também subiu muito”. No ano passado, Fabrício não precisou acionar o seguro. Agora, ele calcula que em 90% de suas áreas, terá que acionar.

Braquiária – Após a colheita da soja, que deve ser finalizada em abril, nas propriedades onde não for possível cultivar milho, o produtor informa que vai semear capim braquiária para revestir o solo com a forragem e, com isso, fazer um plantio direto de qualidade no próximo ciclo de verão. “Nem terminamos uma safra e já estamos trabalhando no planejamento da próxima”, diz.

Travar custos – Sobre os contratos futuros de venda de soja, Fabrício explica que há quatro anos vem fazendo a antecipação de negócios na Cocamar. “Eu tenho acertado ao trabalhar com essa modalidade. Neste ano, eu travei boa parte da produção a R$ 135 a saca, logo que a cooperativa lançou o pacote. É vantajoso, haja vista que os preços atuais, praticados pelo mercado, estão na faixa de R$ 105”, conclui.

Sobre o Rally – O Rally Cocamar de Produtividade, realizado pelo 9º ano, conta com os seguintes patrocinadores: Basf, Sicredi Dexis, Nissan Bonsai Motors, Fertilizantes Viridian, Cocamar Máquinas/John Deere e Estratégia Ambiental, com o apoio do Cesb (Comitê Estratégico Soja Brasil), Aprosoja/PR e Unicampo. (Texto e foto: Rogério Recco)

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