quinta-feira, abril 23, 2026

Como identificar peixe fresco? Especialistas dão dicas para não errar na compra

Com a chegada da Páscoa, aumenta o consumo de pescados em todo o Brasil, especialmente durante a Sexta-Feira Santa. Mas, na hora da compra, muitos consumidores ainda têm dúvidas: como saber se o peixe está realmente fresco? Como garantir qualidade e segurança alimentar?

Para orientar a população, o trabalho desenvolvido pelo Instituto de Pesca, vinculado à APTA da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, tem sido fundamental ao reunir conhecimento científico, ações educativas e publicações acessíveis ao público.

Como identificar um peixe fresco?

A escolha começa no ponto de venda. Prefira sempre estabelecimentos regularizados pela Vigilância Sanitária e observe alguns sinais essenciais:

  • Olhos: devem estar brilhantes e salientes, nunca fundos ou opacos
  • Brânquias: avermelhadas, úmidas e sem muco
  • Escamas: firmes e bem aderidas ao corpo, com brilho natural
  • Carne: consistente e elástica — ao pressionar, deve voltar ao normal
  • Odor: suave, lembrando o mar — cheiro forte é sinal de deterioração

Outro ponto crucial é a temperatura. O pescado fresco deve estar sempre sobre gelo, mantido próximo de 0°C. A ausência de gelo ou armazenamento inadequado compromete rapidamente a qualidade.

Dica importante: deixe o peixe para o final das compras, reduzindo o tempo fora de refrigeração.

E o peixe congelado?

Também é uma opção segura, desde que alguns cuidados sejam observados:

  • Verifique a data de validade
  • Observe se há cristais de gelo dentro da embalagem (pode indicar descongelamento prévio)
  • Confira se o freezer está a -18°C
  • Nunca recongele um peixe já descongelado

Muito além do sabor: os benefícios do pescado

O pescado é considerado uma das proteínas mais completas do ponto de vista nutricional. Rico em ômega 3, associado à saúde do coração e do cérebro, fonte de proteínas de alta digestibilidade, contém vitaminas importantes como A, D e complexo B (especialmente B12) e é rico em minerais como ferro, cálcio, fósforo e iodo.

Estudos indicam que o consumo de peixe 2 a 3 vezes por semana pode contribuir para a prevenção de doenças cardiovasculares e apoiar o bom funcionamento do organismo.

O Instituto de Pesca também incentiva o consumo de espécies menos conhecidas, os chamados peixes não convencionais (Penacos), que ajudam a diversificar a alimentação e fortalecer a economia regional.

Informação de qualidade para o consumidor

O IP disponibiliza gratuitamente diversas publicações que ajudam o consumidor a fazer escolhas mais conscientes, abordando temas como nutrição, conservação, aproveitamento integral e segurança do pescado. Para saber mais, consulte nossas publicações completas e guias informativos disponíveis online, incluindo materiais especiais sobre benefícios e riscos no consumo de pescado. (Texto: Agência São Paulo)

Foto: Governo SP

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