domingo, junho 7, 2026

“Defensivos Agrícolas” é o segmento do agro mais engajado em governança corporativa

Os profissionais que trabalham nas empresas do segmento de Defensivos Agrícolas são os mais comprometidos com as questões relacionadas à governança corporativa. Na sequência, aparecem os colaboradores do setor de Maquinários e Implementos Agrícolas e, na terceira posição, os funcionários das empresas de Nutrição Animal.

Esse contexto foi apresentado por Rodrigo Capella, diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio, em trabalho de conclusão de curso do MBA em Agronegócios da USP/Esalq, com orientação da Professora Dra. Alessandra de Cássia Romero.

Para a coleta de informações, o trabalho “Contribuições do marketing para a governança corporativa das empresas de agronegócio” contou com a realização de uma pesquisa, com a participação de 117 profissionais de marketing de agronegócio, de vários segmentos. Os setores de Defensivos Agrícolas, Maquinários e Implementos Agrícolas, e Nutrição Animal tiveram maior adesão, comprovando o notório interesse desses setores no tema governança corporativa.

De acordo com Capella, a pesquisa evidenciou que Defensivos Agrícolas é o único segmento que não apresenta déficit, quando comparamos a preocupação dos profissionais em cumprir as normas de governança corporativa com a realização de ações desses colaboradores para justificar a preocupação.

“O cenário comprova o alto engajamento do setor de Defensivos Agrícolas com o tema governança corporativa. Os aspectos regulatórios e o crescente interesse da sociedade pelo processo produtivo são alguns dos impulsionadores”, explica o diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

Já em Maquinários e Implementos Agrícolas, há um déficit de 7,5% e, no segmento de Nutrição Animal, o déficit é ainda maior, de 20%. Quanto maior o déficit, menor o engajamento em governança corporativa.

Outros segmentos do agro também foram convidados a participar da pesquisa, mas não tiveram adesão sólida, o que caracteriza um possível desinteresse pelo tema governança corporativa.

Rodrigo Capella, diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio

Relação da governança corporativa com o marketing

O trabalho também mapeou a  possibilidade de marketing e governança corporativa atuarem de forma mais próxima, o que, para Capella, seria um forte estimulo para diminuirmos o déficit entre “preocupação em cumprir as normas de governança corporativa” e “realiza ou já realizou alguma ação efetiva para cumprir as normas”.

Para 92,3% dos respondentes, essa maior aproximação é possível e, para 63% dos participantes, ela poderá ocorrer em até 05 anos.

Capella avalia que esse cenário de maior aproximação tende a ser um impulsionador da realização de ações para cumprir as normas de governança corporativa. “O marketing amplia a visibilidade, agrega credibilidade às normas e confere transparência no momento da criação das mesmas”, finaliza o diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio. (Divulgação)

Foto: Ari Dias/AEN

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