A demanda por tilápia perdeu força em julho, enquanto a oferta apresentou sinais de recuperação. O movimento aumentou a pressão sobre as cotações do peixe nas regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Segundo o centro de pesquisas, embora a disponibilidade de tilápia ainda não seja considerada elevada, o ritmo mais lento das negociações tem permitido que os peixes permaneçam por mais tempo nas propriedades e ganhem biomassa.
A combinação entre comercialização mais lenta e aumento gradual da oferta reduziu o poder de sustentação dos preços ao longo do mês, em um cenário de mercado mais cauteloso.
Exportações de tilápia recuam em julho
No mercado externo, os embarques brasileiros também apresentaram retração. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que as exportações de tilápia e de seus produtos secundários recuaram em julho.
Apesar da redução nos embarques, o mercado norte-americano segue como um dos principais destinos da produção brasileira. De acordo com as informações levantadas, produtos como o filé fresco permaneceram fora das taxações aplicadas ao comércio com os Estados Unidos, preservando as condições de acesso desses itens ao mercado norte-americano.
O desempenho das exportações, somado ao comportamento da demanda doméstica, deve continuar no radar dos produtores e frigoríficos, especialmente diante da evolução da oferta de peixes nas próximas semanas.
Foto: O Perobal/UEL




