Chegado à cidade ainda na década de 1940, ele participou da abertura das primeiras áreas e deixou marcas na história do futebol maringaense com a criação do Baveloni Futebol Clube
Morreu na segunda-feira (10), aos 97 anos, Antônio Bavelloni, um dos pioneiros de Maringá. Nascido em 13 de junho de 1928, ele chegou à cidade ainda na década de 1940, quando a região começava a ser transformada pela chegada de novos moradores e pela abertura das primeiras áreas.
Bavelloni fez parte da geração que ajudou a derrubar as matas e a transformar a paisagem que daria origem à Maringá conhecida atualmente como umas das melhores cidades do Brasil para se viver. Ao longo de quase 100 anos, acompanhou de perto o crescimento e as profundas mudanças da cidade.
Pai de cinco filhos, Antônio deixa dezenas de netos e bisnetos, além de uma história construída ao lado da comunidade.
Futebol também marcou sua trajetória
A história de Antônio Bavelloni também se confunde com a do futebol de Maringá. Em 1952, ele participou da criação do Baveloni Futebol Clube, equipe mais antiga da cidade que permanece em atividade até os dias atuais e se tornou parte da memória esportiva regional.
Além da atuação na criação e na história do time, Bavelloni também ganhou destaque como árbitro de futebol. Conhecido pelo jeito firme de conduzir as partidas, era considerado um árbitro de linha dura, que não dava muita margem para reclamações ou indisciplina dentro de campo.
Sua postura rígida fez parte da personalidade que ficou conhecida por jogadores e pessoas ligadas ao futebol local. Para ele, as regras deveriam ser respeitadas e o árbitro precisava manter autoridade durante a partida.
Uma vida ligada à história de Maringá
A trajetória de Antônio Bavelloni atravessou diferentes momentos da história de Maringá. Ele chegou quando a cidade ainda estava em formação e viveu as transformações que fizeram do município um dos principais centros urbanos do Paraná.
Da derrubada das matas aos campos de futebol, sua história esteve ligada a diferentes capítulos da construção da comunidade maringaense.
Ao morrer aos 97 anos, Bavelloni deixa a família, amigos e uma trajetória marcada pela participação na formação de Maringá e pela paixão pelo futebol.
Foto: Divulgação




