A valorização do dólar na última semana de outubro voltou a movimentar as expectativas no mercado de arroz em casca do Rio Grande do Sul e principais regiões produtoras, com a possibilidade de retomada das exportações ganhando espaço entre os agentes do setor.
De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a perspectiva de aumento da demanda externa levou parte dos vendedores a segurar a oferta, à espera de melhores oportunidades de negociação. Do outro lado, as indústrias mantiveram as compras limitadas, pressionadas pelo ritmo lento das vendas de arroz beneficiado e pela dificuldade de repassar os custos mais elevados da matéria-prima.
A movimentação também foi influenciada pelo avanço da semeadura, que mantém os produtores concentrados nos trabalhos de campo. Com isso, os negócios ocorreram de forma pontual, embora os preços tenham apresentado uma leve reação no fim do mês. Em outubro, a média do Indicador CEPEA/IRGA-RS registrou o maior patamar nominal desde fevereiro de 2025.
No campo, o plantio da safra 2026/27 segue avançando, apesar das dificuldades provocadas pelo excesso de umidade em algumas regiões. Dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) apontam que, até 29 de outubro, 533,18 mil hectares haviam sido semeados no Estado, o equivalente a 61,86% da área inicialmente prevista para a temporada.
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