Enquanto o mercado interno de algodão segue com negociações pontuais, as exportações brasileiras mantêm forte desempenho, com recorde mensal e crescimento expressivo no acumulado dos últimos 12 meses.
De acordo com pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a retomada das compras pela China tem sido o principal motor desse avanço, mesmo em um cenário de oscilações nos preços domésticos e diferenças entre a paridade de exportação e as cotações internas.
Em março, o Brasil exportou 347,8 mil toneladas de algodão, volume 28,6% superior ao registrado em fevereiro de 2026 e 45,4% acima do observado em março de 2025. Esse é o maior volume já exportado para meses de março e o mais elevado desde dezembro de 2025.
No acumulado de 12 meses, os embarques somam 3,032 milhões de toneladas, superando inclusive todo o volume exportado ao longo de 2025, segundo dados da Secex.
No mercado spot nacional, os preços seguem firmes, apesar das oscilações. Momentos de queda estiveram ligados à demanda mais fraca e à tentativa de compradores de negociar valores menores, especialmente diante das dificuldades na venda de produtos manufaturados.
Por outro lado, a postura firme dos vendedores, principalmente para lotes de maior qualidade, e a necessidade de reposição de estoques por parte de algumas indústrias ajudaram a sustentar as cotações no mercado interno. (com Cepea)
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