terça-feira, junho 16, 2026

Inflação fica em 0,58% em maio

A inflação de maio (0,58%) desacelerou em relação ao resultado de abril (0,67%), mas acumula alta de 3,20% nos primeiros cinco meses de 2026, chegando a 4,72% nos últimos 12 meses. Com taxa de 1,33% e 0,29 p.p. de impacto, o grupo alimentos e bebidas respondeu metade do resultado do mês, seguido dos grupos habitação com 1,22% de variação e 0,18 p.p. de impacto e saúde e cuidados pessoais, cuja alta foi de 0,90% e o impacto de 0,12 p.p. O subitem com maior impacto individual (0,15 p.p.) foi energia elétrica residencial, que subiu 3,67%. Os resultados da inflação oficial do país foram divulgados, na manhã de hoje (12), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Em maio, a alimentação no domicílio registrou variação de 1,65%, com influência das altas da batata-inglesa (44,69%), do tomate (20,62%), da cebola (16,80%), e das carnes (1,39%). “O aumento nestes itens se deve a questões de menor oferta e, também, há influência do valor do frete por conta da alta dos combustíveis”, disse o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves. No lado das quedas destacam-se o café moído (-2,38%) e as frutas (-0,70%).

O grupo Habitação acelerou de abril (0,63%) para maio (1,22%) sob influência do subitem energia elétrica residencial que subiu 3,67% e foi o principal impacto individual no resultado do mês (0,15 p.p.). “A alta se deu pela combinação de reajustes em algumas áreas e a vigência, no mês de maio, da bandeira tarifária amarela, com acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 kwh consumidos”, explicou o gerente.

Os reajustes incorporados foram os seguintes: 5,91% em Aracaju (7,37%), 5,59% em Fortaleza (6,94%) e 4,78% em Salvador (6,73%), os três com vigência desde 22 de abril; 12,36% em Campo Grande (13,56%) a partir de 24 de abril; 3,86% em Recife (8,84%) vigente desde 29 de abril e 5,21% em Belo Horizonte (2,27%), a partir de 28 de maio. (Texto:  Marcos Filipe Sousa / Agência IBGE)

Foto: Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias

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