quinta-feira, julho 23, 2026

La Niña pode reduzir chuvas no Sul e exigir atenção dos sojicultores

A região Sul do Brasil deve conviver, nos próximos meses, com um novo episódio do fenômeno climático La Niña. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), há 60% de probabilidade de formação entre outubro e dezembro de 2025. A expectativa é de que o fenômeno seja de baixa intensidade e curta duração, mas com reflexos sobre a agricultura, especialmente no Rio Grande do Sul.

Segundo os meteorologistas, a previsão indica que setembro e outubro ainda podem registrar volumes de chuva dentro da média, com acumulados superiores a 200 mm em algumas localidades do centro-norte gaúcho. Entretanto, entre novembro e início de dezembro, os índices podem cair para até 50% abaixo do esperado em áreas da faixa centro-sul do Estado. Esse cenário preocupa os agricultores de soja, pois a falta de água aumenta a necessidade de replantios e causa perdas financeiras significativas.

Para Fernando Arnuti, consultor de Desenvolvimento de Produtos da TMG – Tropical Melhoramento & Genética, empresa brasileira especializada em soluções para algodão, soja e milho, a combinação de cultivares adequadas e manejo de plantio pode ajudar a reduzir os impactos. “Em anos de previsão de irregularidade de chuvas, é importante que o agricultor utilize cultivares com grupos de maturação relativa mais longos, pois isso amplia a fase vegetativa e dá maior capacidade de tolerar períodos curtos de estresse hídrico”, orienta.

Outro ponto destacado pelo especialista é o escalonamento da época de semeadura. “Ao distribuir as datas de plantio, o agricultor reduz o risco de que toda a lavoura enfrente as mesmas condições climáticas adversas em fases sensíveis como a floração e enchimento de grãos. Essa prática não aumenta os custos e traz mais segurança no planejamento da safra”, explica Arnuti.

O consultor lembra ainda que a definição da cultivar deve sempre considerar as características de cada talhão. “A escolha precisa estar alinhada ao histórico da área, levando em consideração a fertilidade do solo, incidência de pragas e doenças e a produtividade média. O apoio do engenheiro agrônomo é indispensável para orientar esse processo e maximizar os resultados”, acrescenta. (Divulgação)

Foto: divulgação

Receba as informações do site diáriamente.

Mais do Canal do Agro

Pesquisa avalia leite de jumenta como alternativa para reduzir uso de antibióticos

Estudos são conduzidos pela Universidade Federal Rural de Pernambuco O avanço...

Começa a vigorar tarifaço dos EUA ao Brasil

Começou a vigorar nesta quarta-feira (22) a tarifa adicional...

Jornal inglês cobra governo brasileiro sobre transposição do Rio São Francisco

Uma reportagem publicada pelo jornal britânico The Guardian voltou...

Exportações de café caem, mas receita se mantém

As exportações brasileiras de café registraram retração na temporada...

Milho: colheita avança para 29% no PR

Neste início de safra as produtividades estão variando bastante...

Trigo: lavouras estão em ótimas condições no Paraná

Ouça os dados que acabaram de ser lançados pela...

Etanol recua com demanda fraca; açúcar segue volátil

Os preços do etanol voltaram a cair no mercado...