sábado, outubro 31, 2026

Mogno Africano: madeira nobre projeta alto retorno a investidores

Um investimento para a vida, protegido contra a inflação e a certeza de ter a propriedade de terras: esta é a nova face da inovação no Brasil. Com plantações de Mogno Africano, uma madeira nobre, de crescimento rápido e elevada comercialização, tem sido alternativa ambiental e atraído investidores pela possibilidade de alto retorno financeiro, em longo prazo.

O Instituto Brasileiro de Florestas (IBF), fundado em 2006 em Londrina, pelos irmãos Aquino, começou suas atividades com consultoria para implantação de florestas, e é hoje responsável por um modelo de negócio único no Brasil, que democratiza o acesso a esse mercado promissor, permitindo que pessoas sem terra, conhecimento técnico ou estrutura para o plantio e a gestão florestal possam se beneficiar desse investimento.

Eles administram 4.400 hectares de áreas próprias e de clientes, é o Polo Florestal na cidade de Pompéu, região central de Minas Gerais, um complexo de áreas estrategicamente localizadas, concentrando um grande número de florestas comerciais de Mogno Africano.

O investimento começa com a aquisição de lotes de terra, a partir de 6 hectares, especialmente preparados para o cultivo do Mogno Africano. Essa abordagem permite que os investidores se tornem proprietários de áreas pré-avaliadas e adequadas para o plantio da espécie exótica.

“É uma madeira especial, com alto valor agregado. E dentre as espécies em plantações artificiais, destaca-se pela precocidade, maior lucratividade, além das vantagens no contexto ambiental, já que se evita de cortar árvores em florestas naturais, garante sequestro de carbono e melhorias no clima” – lembra Higino Aquino, um dos proprietários da IBF Florestas.

O processo, completamente alinhado ao cliente, tem duas fases: a compra da área e a contratação dos serviços florestais do IBF. A empresa é responsável pelo preparo e avaliação do solo, produção das mudas, plantio, manutenção e outras necessidades da floresta.

O valor é diluído ao longo de 17 anos, mas os principais desbastes acontecem no 4°, 8° e 13° ano de cada floresta, sendo que no décimo terceiro ano – momento em ocorre a maturidade biológica das árvores – é possível obter o retorno sobre o investimento. A longo prazo, o investimento projeta retorno de R$1,5 milhão por hectare. Por isso, a nova maneira de plantação chama a atenção. Une sustentabilidade, tecnologia e possibilidade de crescimento.

Helvécio Oliveira é investidor no Polo de Minas Gerais “Para mim, a parte mais interessante é que você compra a terra, investi na floresta plantada sabendo que o retorno é a longo prazo, mas tenho segurança” – avalia.

“A proposta é inovadora porque foi muito planejada e estruturada”, explica Gilberto Capeloto, gerente do IBF. O local foi escolhido após estudos e análises que indicaram características ideais para o crescimento do Mogno Africano, com índice pluviométrico satisfatório, além de não ter riscos de geadas e localização favorável para o tratamento e escoamento da madeira.

O valor das terras no local também foi um fator decisivo para a escolha, por ficar abaixo do preço de mercado, garantindo mais acessibilidade. Todo o desenvolvimento da floresta é compartilhado com o investidor através de um aplicativo, o Minha Floresta. “A ideia é fazer com que o proprietário acompanhe todo o desenvolvimento da área, desde a separação das mudas, até os cuidados com as árvores já plantadas”, diz Higino Aquino, diretor e fundador do IBF. (Texto e foto: Raquel Rodrigues)

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