quinta-feira, junho 4, 2026

Paraná prorroga emergência fitossanitária contra o greening

O Governo do Estado prorrogou por mais 180 dias a situação de emergência fitossanitária para combate ao greening (HLB) no Paraná. O Decreto nº 10.445 , assinado pelo governador em exercício Darci Piana, foi publicado nesta segunda-feira (30) e permite que o Estado mantenha maior agilidade e efetividade nas ações de controle da doença.

O status está em vigor desde 2023, com uma série de ações contra a praga, que é uma das principais ameaças aos pomares citrícolas, como a orientação aos produtores, erradicação de plantas doentes, plantio de mudas sadias e controle do inseto vetor. As medidas foram eficientes para combater o greening nas regiões Norte e Noroeste do Estado nos anos anteriores, e agora se concentram no Vale do Ribeira, onde muitos produtores cultivam ponkan.

A Operação Big Citros, que teve início nesta segunda-feira (30), vai levar fiscais da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) a propriedades de Doutor Ulysses e Cerro Azul para orientar os citricultores sobre como identificar as plantas com problemas e fazer os cortes necessários nas mudas que apresentarem sintomas do HLB. A agência também realizou reuniões com produtores na Central de Abastecimento do Paraná (Ceasa) em Curitiba para orientá-los sobre como identificar a praga nas frutas e plantas.

Até o momento, apesar de terem sido confirmadas plantas doentes, as equipes de fiscalização não encontraram o psilídeo, que é o inseto vetor da doença, na região. Mesmo assim, foram instaladas armadilhas em várias localidades para tentar controlar a presença do inseto. Os estudos devem se estender por alguns dias, porque os psilídeos podem ter sido eliminados por predadores naturais.

O greening afeta seriamente as plantas cítricas, provocando queda prematura dos frutos e redução da produção, podendo levar à morte precoce das plantas. Os frutos afetados geralmente são menores, deformados, com sementes abortadas, menor teor de açúcares e acidez elevada, o que compromete o sabor e reduz o valor comercial, tanto para o consumo in natura quanto para o processamento industrial.

Ao longo de dois anos, as ações de orientação e combate ao greening conseguiram eliminar mais de 270 mil mudas infectadas. (AEN)

Foto: Jaelson Lucas / AEN

Receba as informações do site diáriamente.

Mais do Canal do Agro

Algodão acumula quarta alta seguida e atinge maior patamar em quase um ano

Os preços do algodão em pluma mantiveram trajetória de...

Corpus Christi é feriado ou ponto facultativo? Entenda regras

A data religiosa é feriado em 19 capitais do...

Café arábica recua com avanço da colheita e expectativa de safra recorde

O mercado brasileiro de café arábica registrou forte queda...

China reconhece todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação

A República Popular da China reconheceu oficialmente o Brasil...

Área destinada à cevada bate recorde no Paraná

A frustração com a lavoura de trigo e a...

Usinas priorizam etanol no início da safra

Os dois primeiros meses da safra 2026/27 no Centro-Sul...

Sistema FAEP pede que governo federal aplique medidas antidumping no leite importado

O governo federal decidiu não aplicar medidas antidumping nas...