quarta-feira, julho 22, 2026

Queda da soja reflete câmbio e expectativa de safra recorde

Os preços da soja registraram queda no Brasil na última semana, influenciados principalmente pela desvalorização do dólar frente ao real e pela expectativa de ampla oferta interna. O movimento reforça um cenário de cautela no mercado, com agentes mais seletivos e negociações em ritmo moderado. No Paraná o preço médio da saca/balcão caiu para R$ 111,00.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o enfraquecimento da moeda norte-americana reduz a competitividade das exportações brasileiras, pressionando as cotações no mercado doméstico. Ao mesmo tempo, a perspectiva de uma safra robusta amplia a disponibilidade do grão no país, contribuindo para limitar a liquidez no curto prazo.

A combinação desses fatores tem levado produtores e compradores a adotarem uma postura mais estratégica, aguardando melhores oportunidades de negociação. Esse comportamento é reforçado pelas projeções positivas para a produção nacional.

Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2025/26 deve ocupar 48,47 milhões de hectares, o que representa um avanço de 2,4% em relação ao ciclo anterior. A produtividade média está estimada em 3.696 quilos por hectare, alta de 2%. Com isso, a produção brasileira pode alcançar 179,15 milhões de toneladas — um crescimento de 4,5% e um novo recorde histórico.

No campo, o avanço da colheita também contribui para o cenário de maior oferta. Os trabalhos já atingem 85,7% da área plantada, com conclusão em importantes estados produtores, como Mato Grosso e Paraná.

Apesar do desempenho positivo em grande parte do país, ainda há pontos de atenção. No Rio Grande do Sul, a irregularidade das chuvas impactou o desenvolvimento das lavouras e pode comprometer a produtividade final. (com Cepea)

Mercado internacional esboça reação tímida

Na abertura desta segunda-feira (20), os contratos futuros da soja negociados na Chicago Board of Trade operam com leves variações positivas, indicando um início de sessão relativamente estável.

  • Maio/2026: US$ 11,67/bu (+0,25)
  • Julho/2026: US$ 11,83/bu (+0,50)
  • Agosto/2026: US$ 11,76/bu (+0,25)
  • Setembro/2026: US$ 11,53/bu (+1,25)

O movimento moderado sugere cautela dos investidores no início do dia, com o mercado acompanhando fatores como clima nas regiões produtoras e o ritmo da demanda internacional.

Última atualização: 07h57 (20/04)

Foto: Envato

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