quinta-feira, abril 23, 2026

SP anuncia linha de crédito de R$ 3 milhões para cultivo de morango

O Governo do Estado de São Paulo acaba de lançar uma nova frente de apoio ao cultivo de morango, com a liberação de uma linha de crédito de R$ 3 milhões por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista, voltado à modernização das estruturas produtivas para o cultivo da fruta. A iniciativa ainda permite investimento em estufas, túneis, sistemas de irrigação e mudas certificadas.

O crédito do FEAP contempla diferentes perfis de produtores. No caso de produtores pessoa física, a linha permite financiar até R$ 250 mil, enquanto produtores pessoa jurídica têm acesso a até R$ 500 mil. Associações e cooperativas podem solicitar até R$ 800 mil para implantação ou renovação de áreas de cultivo. Até 30% do valor contratado pode ser destinado ao custeio, permitindo a compra de insumos e o pagamento das despesas iniciais do ciclo produtivo. O prazo total de financiamento chega a 84 meses, com carência de até 12 meses, o que dá ao produtor tempo para estruturar o investimento antes de iniciar o reembolso.

O secretário de Agricultura, Guilherme Piai, afirmou que o incentivo à fruticultura e mais especificamente ao cultivo do morango desempenha um papel fundamental para o desenvolvimento do interior. “Temos polos produtivos bem estruturados no estado, como é o caso de Atibaia e Jarinu. A fruticultura tem impacto transversal, porque além de ser um importante indutor do agroturismo na região, tem alta demanda por trabalhadores para a colheita, o que gera um ciclo de desenvolvimento que vai para além da porteira”, acrescenta.

O produtor Osvaldo Maziero, presidente da Associação dos Produtores de Morango e Hortifruti de Atibaia e Jarinu, avalia que a linha de crédito chega em um momento decisivo para o setor. Segundo ele, os produtores aguardavam há meses uma solução que aumentasse investimentos e atendesse às necessidades estruturais das propriedades. “É uma ajuda muito boa, que chega na hora certa, especialmente porque permite melhorar nossas estufas, ampliar irrigação e adquirir mudas certificadas, que é o que os produtores mais precisam para avançar no cultivo”, completou Maziero. 

Ele ainda lembrou que a cultura do morango tem demanda relevante por mão de obra e tem forte impacto econômico em polos tradicionais como Atibaia, Jarinu, Piedade e Monte Alegre do Sul. “O cultivo do morango tem muita demanda por mão de obra durante a colheita, o que movimenta muito a economia da região”. acrescentou.

Maziero também é figura central na tradicional Festa do Morango, evento que já soma mais de 40 edições e movimenta turismo e renda na região, mantendo viva uma das principais tradições agrícolas de Atibaia e Jarinu.

Laboratório da CATI reforça oferta de mudas e amplia produção de morango e banana

Para além do crédito, a Secretaria de Agricultura de SP também apoia a fruticultura por meio do Laboratório de Micropropagação da CATI, em Tietê. A unidade, que foi reformada recentemente, retomou a produção de mudas de banana das variedades Grande Naine, Prata-Anã e Maçã, após adaptar suas instalações, atualizar estufas e incorporar biorreatores de última geração que permitem ampliar a produção com menor custo de mão de obra. Segundo a chefe do serviço do laboratório, Laura Becker, a expectativa é alcançar até 120 mil mudas anuais.

Além das bananas, o laboratório mantém atuação consolidada na produção de mudas de matrizes de morango, iniciada em 2008 a partir de uma demanda da Associação dos Produtores de Morango e Hortifruti de Atibaia, Jarinu e Região. O processo envolve extração de meristemas, multiplicação in vitro e aclimatação ao longo de quase um ano até chegar aos viveiristas, que depois multiplicam as mudas e abastecem os produtores. Cada matriz pode gerar mais de 250 mudas, e as 15 mil matrizes produzidas este ano resultaram em cerca de 4 milhões de mudas de morango. O viveirista Denis Mingoti, de Jundiaí, destaca que o principal diferencial do material produzido pela CATI é a elevada sanidade, garantida pelo cultivo em ambiente controlado, o que dá maior segurança ao produtor.

(Texto e Foto: Governo de São Paulo)

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