As cotações do trigo apresentaram pequenas variações no mercado brasileiro, refletindo principalmente a menor disposição dos produtores em negociar e a revisão para baixo da estimativa da safra nacional. A redução da oferta prevista para este ano tem dado sustentação aos preços, mesmo diante de um cenário de demanda moderada.
De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o comportamento do mercado varia entre os principais estados produtores. No Rio Grande do Sul, a comercialização segue lenta devido à baixa liquidez, à demanda limitada da indústria e ao abastecimento considerado confortável pelos moinhos, fatores que continuam pressionando as cotações.
No Paraná, por outro lado, a menor disponibilidade de trigo no mercado físico tem contribuído para manter os preços firmes nas negociações de lotes, mesmo com o ritmo moderado das operações. No Estado, a saca do grão PH 78 está sendo negociada ao preço médio de R$ 70,00.
Conab reduz estimativa da safra de trigo
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para baixo a projeção da safra brasileira de trigo em 2026. A nova estimativa passou de 6,30 milhões para 6,03 milhões de toneladas, uma redução de 4,5% em comparação ao levantamento anterior.
Caso o volume seja confirmado, o Brasil terá a menor produção de trigo desde 2020, com queda de 23,5% em relação à safra passada. Segundo a Conab, a revisão é consequência, principalmente, da redução da área cultivada nos estados da Região Sul e da diminuição da produtividade em parte das lavouras do Centro-Oeste.
Com uma oferta nacional mais restrita, o mercado segue acompanhando o desenvolvimento da safra e o comportamento da demanda, fatores que deverão influenciar a formação dos preços nos próximos meses.
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